
domingo, 20 de janeiro de 2008
A Igreja voltou a ser uma voz incomoda.

"Chegou agora o momento de, com um mesmo espírito, as religiões, em particular a religião católica, que é nossa religião maioritária, e todas as forças vivas da nação olharem juntos para os desafios do futuro e não apenas para as feridas do passado." - Nicolas Sarkozy
Há dias salientei aqui, um discurso de Nicolas Sarkozy, sobre laicidade positiva que achei bastante interessante. Nele, havia uma constatação sábia: as religiões e o Estado, ainda que separados podem caminhar juntos. No entanto, advinham-se tempos dificeis para a Igreja. Diria mesmo de clandestinidade. O Homem de hoje ignora a dimensão espiritual do ser humano em prol da dimensão economica e politica.
É triste que aqueles que criticam a Igreja façam justamente aquilo a que se opunham nela: o autoritarismo, a arrogância, o desrespeito pela diferença. É ainda mais triste que se achem cheios de razão. E digo isto depois de rejeitarem a visita de Bento XVI à universidade "La Sapienza", entre muitos sinais.
Durante séculos a Igreja afastou os fieis do verdadeiro Deus de amor. Procurou o poder e a ostentação. Contribuimos para muitos retrocessos. Assumimos o erro (porque a Igreja é guiada por Homens e não por Deus, portanto não está imune ao erro) e na pessoa do Santo Padre João Paulo II, pedimos desculpas ao mundo, mostrando-nos arrependidos.
Após o concilio Vaticano II, voltamo-nos para a base: o Evangelho. Desde então a Igreja tem progredido no campo social, está mais atenta aos pobres, à paz mundial e às necessidades das pessoas, fiel à mensagem de Jesus. E isso voltou a incomodar muita gente. Os ateus apontaram então baterias para questões como o celibato, o sacerdócio feminino etc.. Questões que nem sequer nos preocupam muito a nós crentes. Surgiram teorias da conspiração e isso, mostra que a mensagem de Jesus Cristo está tão actual e é tão incomoda como à 2000 anos.
Os sinais vão aparecendo: Há pessoas discriminadas por terem a sua fé. Não há uma palavra de apoio às instituições sociais, que fazem o papel do Estado. Clubes são aconselhados a tirar cruzes dos seus simbolos, prescindindo assim da sua identidade. Um alto catedrático, historiador e chefe de Estado é agora impedido de visitar uma universidade fundada por outro pontifice. Isto para não falar das tentativas de assassinato a Paulo VI nas Filipinas em 1970 e a João Paulo II em 1981 em Roma e em 1982 em Fátima.
Hoje, vivemos num mundo de extremos. O Ocidente nega o papel mais que importante das religiões na vida das pessoas e o Oriente, é fundamentalista de mais quanto a elas. Não será possivel encontrar um meio termo?
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2 comentários:
opah a igreja é um problema dos dias d hj
intervem demasiado nu mundo
thu uma visao dela kumu um klube d futebol(dxklpem a brutalidad da comparaçao)
so a segue kem ker...fazer dela um caminho para mim é algo descabido
ha uns dias vieram a minha casa pa m konvencer a seguir a biblia
POR FAVOR
discurso mt pobre...
podia fundamentar mt mais a minha opiniao mas nao m apetece(e tb nao li o texto k escreves-t,era mt grand pah)LOL
ala,abraço
quem não quiser seguir a religião não segue.
mas quem quer, cada vez tem a vida mais dificultada pelos que não seguem.
Esse é o problema da Igreja. E no dia em que a sua acção caritativa acabar, quero ver o que vai acontecer
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