Mostrar mensagens com a etiqueta Pobreza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pobreza. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de maio de 2009

“Acção Social em Caminha” em debate


Um colóquio organizado por um grupo de alunos de Sociologia da Ancorensis, Cooperativa de Ensino, juntou várias personalidades ligadas ao trabalho social.

Esta iniciativa, inserida no trabalho de projecto de Sociologia de um grupo de alunos do 12ºF, teve lugar na última sexta-feira, dia 8 de Maio, pelas 21h30 no Salão Nobre do Centro Cultural de Vila Praia de Âncora.

Carlos Alberto Videira que assegurou a apresentação deste colóquio e organizou a iniciativa juntamente com os seus dois colegas de grupo, Adriana Lopes e Tiago Brás, referiu que o objectivo do debate era dar a conhecer a importância do trabalho social como forma de atenuar as desigualdades e no qual há que contar com todos os quadrantes da comunidade local: freguesias, município, Igreja, IPSS, escolas, empresas, etc.

Entre os oradores presentes na mesa, a Prof. Celeste Araújo falou em nome da Ancorensis e referiu a importância do papel da escola no auxílio aos alunos com mais dificuldades e às suas respectivas famílias.

O Dr. Pedro Giestal da Santa Casa da Misericórdia de Caminha, IPSS que se aproxima a passos largos de completar 500 anos, falou um pouco da história desta instituição, referiu as suas valências, os seus projectos e os desafios que se colocam neste momento.

Já o Pe. João Baptista referiu que apesar de todas as criticas que são feitas, os pobres sempre foram a prioridade da Igreja ao longo dos seus 2000 anos de existência.

O Dr. Manuel Marques, Presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, falou da importância das freguesias no trabalho social e que por vezes é esquecida, sendo que por sua vez, o Vereador da Acção Social da Câmara Municipal de Caminha, Dr. Paulo Pereira, falou da Rede Social e das suas prioridades: a educação/formação/emprego, equipamentos e respostas sociais; combate ao alcoolismo e à toxicodependência e a habitação. O vereador informou ainda os presentes acerca daquilo que está a ser feito para combater estes problemas.

Na assistência estavam ainda a Dra. Isabel Tristão, advogada do Projecto Recomeçar, alguns membros da Conferência Vicentina de Vila Praia de Âncora e o Sr. José Luís da ACIVAC que tiveram também a oportunidade de intervir e falar em nomes das entidades que representavam.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

12º F assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Assinalou-se no passado dia 17 de Outubro mais um Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Uma data que na Ancorensis foi dinamizada pela turma de Sociologia do 12º F, que levou a cabo várias acções de sensibilização e de solidariedade pelos mais desfavorecidos da comunidade escolar.

Uma recolha de alimentos e de roupa, cartazes de sensibilização espalhados pela escola, um contador informático com o número de mortes devido à pobreza extrema em todo o mundo e uma sessão de esclarecimento, foram a forma encontrada pela turma de Sociologia do 12º F para abordar o tema da pobreza, sobretudo aquela que afecta a nossa comunidade.

As actividades começaram no dia 14 de Outubro, data em que foi colocado no hall de entrada um placar alusivo ao tema da pobreza com alguns caixotes para recolha de alimentos e de roupa. Recolha essa que se revelou bastante proveitosa, dada a forte adesão à campanha, que fez com que a mesma se prolongasse até ao dia 31 de Outubro.

Entretanto, foi no dia 17 de Outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se verificou o maior número de actividades que começou com a afixação de cartazes alusivos à pobreza e a passagem de um contador com o número de mortes devido à pobreza extrema, sendo que por volta das 10h10m ocorreu a Sessão de Esclarecimento “A Pobreza na Nossa Comunidade” levada a cabo pela psicóloga Carla Oliveira e que se dirigiu aos alunos do 12º F.

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza foi criado por iniciativa do Pe. Joseph Wresinski, fundador do movimento ATD Quarto Mundo, a 17 de Outubro de 1987, quando colocou no átrio do Trocadero, em Paris, uma lápide «pelas vítimas da miséria». A iniciativa foi reconhecida pela ONU em 1992.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

93 707 Pessoas levantaram-se em Portugal contra a Pobreza‏

Portugal voltou a aceitar o desafio de, literal e simbolicamente, Levantar-se Contra a Pobreza e pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

O "Levanta-te e actua contra a Pobreza e pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio" é um apelo global para que as pessoas se levantem exigindo que os seus governos cumpram as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) até 2015.

A edição de 2008 teve início à meia-noite de 17 de Outubro, dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e terminou às 23h59 do dia 19.

Portugal voltou a ser o país que percentualmente mais gente mobilizou em toda a Europa.

E um novo recorde do Guinness foi estabelecido a nível mundial com 116.993.629 pessoas.

Estes mais de cem milhões de vozes recordaram aos líderes mundiais que a cada dia que passa 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema e o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior.

Mas esta causa vai muito mais além da renovação do recorde do Guinness.

Tamanha mobilização é a cima de tudo uma demonstração clara do impacte que pode ter uma acção local e global da sociedade civil.

Foi um momento alto na consciencialização de tanta gente, demonstrando uma grande força organizativa para amplificar um pedido claro:

Que se alterem e melhorem as políticas sociais, económicas e culturais no mundo, porque cerca de metade da população mundial vive em situação de pobreza.

Voltamos a lançar o desafio para que a erradicação da Pobreza seja uma preocupação diária, que não se esgote mas se inspire no dia 17 Outubro, que pró-activamente nos continuemos a unir e a contribuir de uma forma sustentável para que toda a gente tenha uma vida digna e independente.

"Somos a Primeira Geração Capaz de Erradicar a Pobreza"

----------------------------------------

Relatório da Actividade do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza



Aquando do dia 17 de Outubro e no âmbito da celebração do Dia Internacional para a Erradicação para a Pobreza, a turma do 12º F da disciplina de Sociologia levou a cabo algumas actividades, de modo a assinalar a data junto da comunidade escolar.

De acordo com os objectivos previamente definidos, e já referidos na planificação da actividade, foram dinamizadas algumas acções de sensibilização que passamos a enumerar:

- Recolha de alimentos e de roupa junto da comunidade escolar, para os mais desfavorecidos, que se iniciou na terça-feira, dia 14 de Outubro, com a distribuição de uma circular interna e a colocação de caixotes assinalados na entrada da escola, e que devido à forte adesão verificada, prolongar-se-á até ao dia 31 de Outubro;

- Elaboração de 9 cartazes de sensibilização, espalhados pela escola, com imagens e dados relativos à pobreza;

- Elaboração de um contador informático com o número de mortes causadas pela pobreza extrema em todo o mundo, no período das 8h20m às 17h20m;

- Acção de Sensibilização “A Pobreza na Nossa Comunidade” com a Doutora Carla Oliveira, psicóloga da escola, por volta das 10h10m e que teve como público alvo a turma de Sociologia do 12º F, na impossibilidade de se poder dirigir a outras turmas.

Após a realização de todas estas actividades, foram recolhidas algumas fotos, de modo a documentar as acções levadas a cabo, sendo que as mesmas serão posteriormente noticiadas na revista escolar.

Os alunos responsáveis pela actividade:

Carlos Alberto Videira
Daniel Filipe Pires
Fábio António Coelho
Filipe André Leitão
João Pedro Fernandes
Tiago Machado Lima

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza


- 980 milhões de pessoas vivem com menos de 75 cêntimos por dia e quase metade da população mundial (2,8 mil milhões) vive com menos de 1,5 € por dia.

- Mais de 800 milhões de pessoas vão para a cama com fome todos os dias... 300 milhões delas são crianças. Desses 300 milhões de crianças, apenas 8% são vítimas de secas ou outras situações de emergência; mais de 90% sofre de má nutrição de longo prazo e deficiências de micronutrientes.

- A cada ano, seis milhões de crianças morrem de subnutrição antes de completarem cinco anos de idade.

- Mais de 50% dos africanos sofre de doenças relacionadas com a água, como a cólera e a diarreia infantil.

- A cada 30 segundos, uma criança africana morre de malária – num total de mais de um milhão de mortes infantis por ano.

- A cada ano, entre 300 e 500 milhões de pessoas são infectadas com malária. Cerca de três milhões de pessoas morrem como resultado.

- A África Subsariana tem apenas 4% dos trabalhadores de saúde, mas 25% do peso mundial de doenças. As Américas têm 37% dos trabalhadores de saúde, mas apenas 10% do peso mundial de doenças.

- Mais de 1 a cada 4 pessoas adultas não conseguem ler ou escrever. Dois terços delas são mulheres.

- As mulheres trabalham dois terços das horas de trabalho no mundo, produzem metade da comida do mundo, mas recebem apenas 10% da renda mundial e possuem menos de 1% da propriedade privada mundial.

- Quatro em cada dez pessoas no mundo não têm sequer acesso a uma simples latrina. Cinco milhões de pessoas, a maioria delas crianças, morrem em cada ano devido a doenças ligadas ao contacto com a água.

- 2,6 mil milhões de pessoas não têm acesso a condições sanitárias dignas. O Objectivo de Desenvolvimento do Milénio 7, de providenciar metade do deficit global de condições sanitárias, partindo dos níveis de 1990, apela para a extensão das mesmas a mais de 120 milhões de pessoas por ano até 2015.


(Fontes: Relatório de Desenvolvimento Humano 2003, 2005 e 2006, Indicadores do Milénio, Projecto do Milénio, FAO, UNESCO – Relatório de Monitoramento Global 2007, Campanha pela Educação, UNAIDS, UNICEF)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Países ricos não cumpriram promessas de ajuda alimentar*


O director-geral da Organização para a Agricultura e Alimentação, Jacques Diouf, afirmou que a organização só recebeu uma “pequena parte” dos donativos prometidos em 2008, numa altura em que o número de pessoas subnutridas continua a aumentar. A acusação foi feita num discurso durante as Jornadas Mundiais da Alimentação, em Roma.

“Apenas 10 % dos 22 mil milhões de euros anunciados foram entregues. Face às expectativas dos países pobres, os meios financeiros não estão à altura das necessidades”, lamentou-se o director-geral da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Uma cimeira mundial sobre a alimentação tentou voltar a mobilizar a comunidade internacional, em Junho. A cimeira recolheu perto de sete mil milhões de euros em promessas de donativos, em três dias.

Lamentando que o destaque dos média vá para a crise financeira, “em detrimento da crise alimentar”, Jacques Diouf lembrou que o número de pessoas subnutridas, “em vez de diminuir, aumentou 75 milhões, em 2007” e deixou a previsão de que este número possa aumentar em 2008.

Além disso, “os montantes que nos chegaram são essencialmente para a ajuda humanitária” e ainda são precisos “investimento na agricultura”.

“A solução estrutural do problema da segurança alimentar é aumentar a produtividade e a produção do sector agrícola nos países com baixos rendimentos e défice alimentar”, lembrou.

Diouf sublinhou que a ajuda à agricultura passou de oito mil milhões de dólares, em 1984, a 3,4 mil milhões de dólares, em 2004. É uma descida de 58%, enquanto que a parte da agricultura inserida na ajuda ao desenvolvimento caiu, passando de 17 %, em 1980, para 3 %, em 2006.

Numa carta enviada à FAO, durante a Jornadas Mundiais da Alimentação, o Papa Bento XVI afirmou que a persistência da fome no mundo está relacionada com “ a cultura contemporânea que privilegia somente os bem materiais”.

A esposa do presidente Egípcio, Suzanne Moubarak, que recebeu durante a cerimónia o título de “madrinha” da FAO, lamentou que “a quedas das Bolsas tenha monopolizado a atenção do mundo, em detrimento dos países mais pobres”.

“Temos de juntar todas as nossas forças, todas as nossas energias, todo o nosso engenho para agir agora. É a vida de milhões de pessoas que estão em jogo”, insistiu Suzanne Moubarak.

* Notícia JN

HOJE É DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Blog Action Day 2008 - Make Poverty History




Assinala-se hoje a segunda edição da iniciativa Blog Action Day, à qual este blogue se volta a associar com o todo o gosto e orgulho. Depois de no ano passado, a iniciativa ter chamado a atenção para o tema do ambiente, este ano procuramos novamente “change the conversation”, desta vez para um outro tema não menos urgente e emergente: a pobreza.

Em pleno século XXI, a Humanidade que chegou à Lua ainda não encontrou uma solução para os graves problemas de carência que afectam grande parte do mundo. Em pleno século XXI, a Humanidade que está no auge do conhecimento e da capacidade tecnológica ainda não encontrou uma solução para acabar com a miséria e a degradação humana que afecta os quase 80% da população mundial que vive com cerca de 1 dólar por dia.

Perante tal cenário terrivelmente injusto, onde uma parte minoritária da Humanidade se desenvolveu e se civilizou à custa da outra, é necessário levantar a voz e fazer da pobreza extrema uma coisa do passado, transmitindo às gerações vindouras um legado de maior igualdade de oportunidades, em nome da dignidade humana e do direito que todo e qualquer homem ou mulher tem à sua realização pessoal.

Este é talvez o maior desafio da Humanidade, ao qual o Homem tem correspondido mal desde há muito tempo apesar dos encorajadores exemplos de muitos activistas pelos direitos humanos, missionários e voluntários que na sua comunidade ou em missões humanitárias em todo o mundo, mostram um caminho a seguir para um mundo mais próspero e mais livre.

O Homem dos últimos séculos tem vindo a tomar cada vez melhor a consciência dos seus direitos para a obtenção de uma igualdade de oportunidades que lhe permita viver em liberdade e em paz. Assim, se explica a forma heróica como os povos colonizados conseguiram a sua autodeterminação ou a forma singular como os negros e as mulheres conquistaram direitos negados por puro preconceito.

Apesar de ao invés de no passado, já não existirem hoje as barreiras legais e jurídicas contra os quais esses movimentos se bateram, grande parte do mundo está hoje envolto numa maré de indiferença que impede a resolução de muitos dos problemas que afectam o mundo, sendo a pobreza o maior deles, sobretudo no Hemisfério Sul do planeta, onde incompreensivelmente para nós, é normal uma criança morrer pela falta de uma simples vacina e onde uma carência de tal forma assustadora corrói a sociedade com guerras civis, sujeição a trabalhos forçados e ao trabalho infantil, taxas de analfabetismo alarmantes e recurso à emigração ilegal que tantos riscos comporta para a segurança de quem parte, de quem fica e de quem recebe.

E é por isso, que é hora de um mundo mais solidário. Um mundo mais solidário não é aquele que dá, é aquele que partilha, e desse modo torna a Terra, num local melhor para todos. E desse modo, se a justiça se unir à fraternidade, perceberemos, tal como disse Paulo VI na “Populorom Progressio”, que o desenvolvimento, é novo nome da paz. E que a essa paz, nunca será estranha a ausência de carência.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Pobreza em Portugal*




São dois milhões em Portugal. O que significa que um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E há os «novos pobres», pessoas com emprego, mas cujo salário não chega para as necessidades. Tudo isto coloca Portugal na lista negra dos países com mais pobreza e o país da UE onde a desigualdade entre ricos e pobres é maior. Classe média tende a desaparecer.

As estatísticas do INE referem ainda que sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses estariam em risco de pobreza.

Tudo isto coloca Portugal na lista negra dos países com uma taxa de pobreza superior à média europeia de 16 por cento e o país da UE onde o fosso entre ricos e pobres é maior.

Em declarações à agência Lusa a propósito do Dia Mundial da Alimentação, que hoje se assinala, Isabel Jonet disse que esse número tem engrossado por aqueles a quem chama «novos pobres», pessoas que têm emprego e recebem salário, mas cujo rendimento não dá para satisfazer as necessidades da família.

-1 em cada 5 portugueses vive no limiar da pobreza (21% da população total);
-12.4% da população activa (5531.6) ganha o salário mínimo nacional (403,00€);
-7,2 % da população activa está desempregada;
-26,3% dos reformados recebe menos de 200€/mês de reforma;
-147 332 recebem o Rendimento Social de Inserção (151,84€);
-79,4% da população activa não terminou o ensino secundário;
-45,5% da população, em idade escolar, abandona de forma precoce a escola;
-Taxa de Analfabetismo, atinge quase 9,0% da população;
-300 mil famílias (8% da população) vivem em habitações sem condições mínimas;
-Há um agravamento de 20 a 25% da situação de pessoas sem-abrigo;

*Dados de 2007

domingo, 12 de outubro de 2008

Bono: Um Activista Contra a Pobreza



Paul David Hewson, é o verdadeiro nome de Bono nascido em Dublin, a 10 de Maio de 1960, líder do grupo musical U2 e activista pelos direitos humanos, nomeadamente no que toca ao combate pelo perdão da divida externa aos países subdesenvolvidos e no que toca ao combate contra a pobreza extrema. O seu pseudónimo: Bono Vox – hoje encurtado para "Bono" – é uma adaptação de Bona Vox, que em Latim se traduz como "boa voz".

Filho de um pai católico e uma mãe protestante, Bono cresceu em ambiente de forte fé cristã mas sem nenhuma denominação fixa. A sua mãe faleceu quando tinha 14 anos.

Assumiu-se como um defensor incansável do perdão da divida externa dos países do Terceiro Mundo por parte das grandes potências mundais. Fez várias viagens a África onde testemunhou a miséria lá existente e fez alguns donativos, para além de ter participado no Live Aid. Em 2005, foi indicado para Prémio Nobel da Paz.

Ícone do pop/rock mundial, Bono nunca deixou suas raízes cristãs. Durante toda a carreira escreveu músicas que reflectissem os ideais cristãos tendo, inclusive, feito uma apresentação para o Papa João Paulo II. Em "I Still Haven't Found What I'm Looking For", afirma que o que procura é o "Holy Ghost" (o Espírito Santo). Bono foi criado com uma base espiritual muito forte, e diz acreditar num mundo melhor, onde as pessoas serão boas e se amarão.


Em 2005 visitou Portugal, para mais um concerto e foi agraciado com a Ordem da Liberdade:

«Durante os últimos 25 anos a banda combinou o sucesso obtido com as causas humanitárias e a defesa de Direitos Humanos. Nos anos 90, o seu envolvimento na causa do perdão da dívida ao Terceiro Mundo, foi decisivo para que este assunto se tornasse público. A sua dedicação a esta causa levou ao seu envolvimento no "Movimento Jubileu 2000", culminando com a mobilização global em Julho de 2005, no "Live 8 Project". Outras acções em que a banda esteve envolvida inclem a visiblidade que queriam alacançar para a crise africana, o perdão de dívidas, o alastrar incontrolável da SIDA e as regulamentações de comércio favoráveis. Timor Leste também foi alvo de atenção da banda, nomeadamente com a música "Love from a Short Distance" e as cartas abertas à população timorense. Em 1999 durante os trágicos eventos que aconteceram durante o Referendo a banda também falou em público criticando a situação. Por todas estas situações que demonstraram acções levadas a cabo em benefício da comunidade sem qualquer benefício próprio, decidi atribuir aos quatro membros da banda U2 a Condecoração da Ordem da Liberdade» - Discurso de Jorge Sampaio

"Se eu falasse português diria obrigado.Gostaria de dizer que é uma grande honra para todos nós. Aqui, em Portugal, vê-se que é um país antigo, contudo, sentimos que é um país moderno.Falámos com o Presidente a respeito de Portugal e da Europa, a respeito da nossa vizinha, a Àfrica, e da necessidade de sentir a Europa, em vez de pensar a Europa, em teoria. Acreditamos que a crise do continente africano é um projecto no qual os europeus podem trabalhar em conjunto, que nos pode definir e dar à nossa geração algo que se possa orgulhar e, que mais tarde, a história vai dizer que esta geração considerou inaceitável que num mundo de abundância haja crianças a morrer de fome ou que, como está a acontecer em Àfrica, morram 3000 pessoas todos os dias de malária, devido à picada de um mosquito. Estamos aqui como convidados de uma grande Nação, mas estamos também aqui para pedir aos portugueses que dêem autorização aos políticos para ajudarem os vizinhos africanos. Com essa ajuda, acreditamos que haverá grandes benefícios para a nossa personalidade, para sabermos quem verdadeiramente somos, na Europa." - Discurso de Bono após a entrega da condecoração «Ordem da Liberdade» por Jorge Sampaio

sábado, 11 de outubro de 2008

Blog Action Day 2008 II



Poverty is hunger. Poverty is lack of shelter. Poverty is being sick and not being able to see a doctor. Poverty is not having access to school and not knowing how to read. Poverty is not having a job, is fear for the future, living one day at a time. Poverty is losing a child to illness brought about by unclean water. Poverty is powerlessness, lack of representation and freedom.

Pobreza é fome. Pobreza é falta de agasalho. Pobreza é estar doente e não poder ser visto por um doutor. Pobreza é não ter acesso à escola e não saber ler. Pobreza é não ter um emprego, é ter medo do futuro, vivendo um dia de cada vez. A pobreza é perder uma criança por uma doença causada pela água suja. A pobreza é a impotência, a falta de representação e liberdade.


Poverty has many faces, changing from place to place and across time, and has been described in many ways. Most often, poverty is a situation people want to escape. So poverty is a call to action -- for the poor and the wealthy alike -- a call to change the world so that many more may have enough to eat, adequate shelter, access to education and health, protection from violence, and a voice in what happens in their communities.


A pobreza tem várias faces, mudando de um lugar para o outro e através do tempo, e foi descrita de muitos modos. Muitas vezes, a pobreza é uma situação, da qual as pessoas querem escapar. Então a pobreza é uma chamada à acção - para o pobre e para o rico - uma chamada para mudar o mundo para que mais pessoas possam ter o suficiente para se alimentar, os agasalhos adequados, o acesso à educação e à saúde, a protecção da violência, e uma voz nas suas comunidades.



Fonte: Banco Mundial


5 DIAS PARA O BLOG ACTION DAY 2008