

A 11 de Setembro de 2001, há precisamente oito anos atrás, o mundo mudou.
Hoje gostava de prestar neste blog uma sentida homenagem às cerca de 3000 vítimas mortais daquele espectáculo de horror e de terror; às respectivas famílias que certamente muito sofreram e têm sofrido por terem visto os seus ente-queridos partir por uma causa que não era a sua, por terem visto os seus ente-queridos partir de um momento para o outro sem compreender o porquê e por fim, aos socorristas que se apressaram a correr para o local para acodir todos aqueles que estavam em apuros e muitos deles acabaram por perder as suas vidas ou ficar profundamente marcados para o resto das mesmas.
Tinha 10 anos naquele fatídico dia. Estava em casa, muito chateado por não dar outra coisa na televisão que não as imagens dos atentados. Cheguei a ver em directo o embate do segundo avião nas torres do World Trade Center, sem lhe dar grande importância.
Só mais tarde compreendi o quão frágeis e vulneráveis eramos naquele momento e nos dias que se seguiram aos atentados, levados a cabo por homens cujas mentes, consumidas pelo ódio, pela incompreensão e pelo fundamentalismo, não hesitaram na hora de provocar tanto mal.
"Nous Sommes Touts Americans" dizia um prestigiado jornal francês no dia seguinte à tragédia. De facto, ao contrário do que se fez crer, era a Humanidade e não apenas uma nação, que tinha sido profundamente atacada.
Nunca esquecerei o trabalho dos hérois que socorreram as vítimas, nunca esquecerei a imagem dos que saltaram dos andares para uma morte anunciada, mas injusta pela forma como chegou.
Naquela hora, George Walker Bush, Presidente dos Estados Unidos da América, no seu orgulho ferido a que até tinha direito, escolheu porém um caminho errado, um caminho baseado na vingança e no ódio. Preferiu dizer que ou estavam com ele ou estavam com os terroristas nessa luta do bem contra o mal.
O chefe de Estado dos "polícias do mundo", expressão que ajuda a caracterizar a política externa dos Estados Unidos da América que Bush tentou levar a cabo, nunca compreendeu a célebre frase de Mahatma Gandhi segundo o qual "olho por olho, o mundo acabará cego".
Bush nunca compreendeu que a História da Humanidade não é a história da lutas dos bons contra os maus, do que fazem sempre tudo bem contra aqueles que fazem sempre tudo mal; Bush esqueceu os erros e as faltas que os Estados Unidos da América tiveram muitas vezes, sobretudo ao longo do período da Guerra Fria, esquecendo os valores da democracia que os EUA implataram de forma sublime; Bush preferiu o uso da força ao uso da persuação, construiu muros e fronteiras onde era preciso construir pontes e o radicalismo e o fundamentalismo aumentaram.
Desde então, Afeganistão, Iraque, Guantanamo, Abu Ghraib, 11 de Março ou 7 de Julho, por exemplo são expressões que nos trazem a memória a lembrança de milhares de inocentes feridos, mortos ou torturados e nos fazem sentir que hoje vivemos num mundo mais perigoso e vulnerável.
Um mundo que é preciso mudar...
PS: Hoje as 00h20 a TVI emite o filme "Voo 93". A não perder. Um exemplo de coragem e bravura de 44 grandes patriotas.
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