
Tenho seguido com grande interesse a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, pois trata-se da primeira eleição em que tirei a oportunidade de exercer o meu voto. Não me irei abster, porque este foi um direito pelo qual muito se lutou e porque além do mais a nossa vida é cada vez mais regida pelas normas e decisões comunitárias.
Fá-lo-ei com a maior das responsabilidades e gostava de fazer aqui a minha declaração de voto e o meu apelo.
Não podemos esperar que os Eurodeputados que iremos eleger tomem a dianteira da resolução dos nossos problemas. Ao invés disso, o seu trabalho, não de menor importância que a Comissão Europeia e o Conselho Europeu, é um trabalho de campo e de acção em situações concretas que dizem respeito a problemas da união e de fora dela. Dos actuais Eurodeputados tive a oportunidade de conhecer a
Dra. Ana Gomes e ter contactado com o Dr. José Ribeiro e Castro que são excelentes exemplos desse tipo de intervenção ao integrar missões do PE, por exemplo, sendo que a própria Dra. Ana Gomes foi eleita no ano passado como a eurodeputada activista do ano.
Olhando para as listas que os partidos nos apresentaram, não irei direccionar o meu voto para partidos que são contra o projecto europeu e contra o Tratado de Lisboa (como o BE, o PCP e outros de menor dimensão como o POUS, o PNR ou o PCTP-MRPP), dado que esse é um projecto com provas dadas ao longo deste meio século de integração e que o Tratado de Lisboa é um complemento e uma necessidade do mesmo.
Não acredito igualmente na candidatura de Vital Moreira, um homem com posições que não coincidem com as do partido, e que por vezes cultiva algumas atitudes de arrogância, que não me agradam. Na lista socialista há ainda o nome de Correia de Campos (que me dá arrepios) e o caso das eurodeputadas que dizem que se forem eleitas para as autarquias a que se candidatam deixarão o PE. São duas senhoras que fizeram um excelente mandato, mas temo confiar um voto que pode depois tornar-se inútil se as mesmas se decidirem ir embora de Estrasburgo.
Quanto ao CDS-PP, o partido apresenta uma candidatura forte e capaz, mas penso que ainda é necessário que o partido decida definitivamente qual é a sua posição face à Europa. Além do mais, fico desiludido que Paulo Portas não tenha reconhecido o excelente trabalho de Ribeiro e Castro nos últimos 5 anos e o tenha esquecido em detrimento dos seus amigos, dado que o partido, apesar de todo o trabalho apresentado, tende cada vez mais a tornar-se no partido dos amigos de Portas.
Ao mesmo tempo, encontro no MEP uma boa alternativa. Laurinda Alves tem o perfil indicado para ser uma excelente eurodeputada, comunga dos valores europeus e humanistas em quem eu acredito e está a realizar uma campanha séria, comedida e transparente.
Tenho pena que não haja um outro partido com maior visibilidade a aproveitar o seu valioso contributo, dado que é dificil eleger a mesma num partido como o MEP. Apesar disso, o meu apoio e o meu voto vão para ela, porque acredito que de todos os candidatos é quem melhor se adequa às funções que são pedidas a um eurodeputado e porque acredito que o voto de muitas pessoas que comungam os valores europeus da solidariedade, da democracia e dos Direitos Humanos, podem causar uma agradável surpresa no próximo dia 7 de Junho.
Divulgar esta posição foi um decisão ponderada. Apesar de completamente independente, sinto-me bastante próximo da Social Democracia e do PSD em muitas quetões. No entanto, sinto que a sua lista não é a melhor. Se Paulo Rangel é um bom candidato, tal como Carlos Coelho, a verdade é que, à partida, os mesmos já estão de malas aviadas, e relativamente aos outros nomes, nenhum me convence, entristecendo-me que o partido tenha esquecido o grande trabalho amplamente reconhecido do Dr. Silva Peneda.
Por isso, voto em quem na minha opinião dará o melhor contributo a Portugal e à Europa, e que desta vez em meu entender está no MEP e dá pelo nome de Laurinda Alves. E em relação ao PSD, sinto, tal como dizia Francisco Sá Carneiro que "acima da Social-Democracia está a Democracia e acima da Democracia está Portugal."
VOTEM NAS ELEIÇÕES DO DIA 7 DE JUNHO
VOTEM EM LAURINDA ALVES
POR UMA EUROPA DE ROSTO HUMANO