
“Apenas 10 % dos 22 mil milhões de euros anunciados foram entregues. Face às expectativas dos países pobres, os meios financeiros não estão à altura das necessidades”, lamentou-se o director-geral da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO).
Uma cimeira mundial sobre a alimentação tentou voltar a mobilizar a comunidade internacional, em Junho. A cimeira recolheu perto de sete mil milhões de euros em promessas de donativos, em três dias.
Lamentando que o destaque dos média vá para a crise financeira, “em detrimento da crise alimentar”, Jacques Diouf lembrou que o número de pessoas subnutridas, “em vez de diminuir, aumentou 75 milhões, em 2007” e deixou a previsão de que este número possa aumentar em 2008.
Além disso, “os montantes que nos chegaram são essencialmente para a ajuda humanitária” e ainda são precisos “investimento na agricultura”.
“A solução estrutural do problema da segurança alimentar é aumentar a produtividade e a produção do sector agrícola nos países com baixos rendimentos e défice alimentar”, lembrou.
Diouf sublinhou que a ajuda à agricultura passou de oito mil milhões de dólares, em 1984, a 3,4 mil milhões de dólares, em 2004. É uma descida de 58%, enquanto que a parte da agricultura inserida na ajuda ao desenvolvimento caiu, passando de 17 %, em 1980, para 3 %, em 2006.
Numa carta enviada à FAO, durante a Jornadas Mundiais da Alimentação, o Papa Bento XVI afirmou que a persistência da fome no mundo está relacionada com “ a cultura contemporânea que privilegia somente os bem materiais”.
A esposa do presidente Egípcio, Suzanne Moubarak, que recebeu durante a cerimónia o título de “madrinha” da FAO, lamentou que “a quedas das Bolsas tenha monopolizado a atenção do mundo, em detrimento dos países mais pobres”.
“Temos de juntar todas as nossas forças, todas as nossas energias, todo o nosso engenho para agir agora. É a vida de milhões de pessoas que estão em jogo”, insistiu Suzanne Moubarak.
* Notícia JN
HOJE É DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO





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