quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Foi há 30 anos...

Cari amici, vedo in voi le 'sentinelle del mattino' in quest'alba del terzo millennio. Oggi siete qui convenuti per affermare che nel nuovo secolo voi non vi presterete ad essere strumenti di violenza e distruzione; difenderete la pace, pagando anche di persona se necessario. Voi non vi rassegnerete ad un mondo in cui altri esseri umani muoiono di fame, restano analfabeti, mancano di lavoro. Voi difenderete la vita in ogni momento del suo sviluppo terreno, vi sforzerete con ogni vostra energia di rendere questa terra sempre più abitabile per tutti.

Caros amigos, eu vejo em vós as 'sentinelas da manhã' neste inicio do terceiro milênio. Hoje estamos aqui reunidos para dizer que, no novo século vocês não virão a ser instrumentos de violência e destruição; defendereis a paz, pagando mesmo em pessoa, se necessário. Vocês não se resignarão num mundo onde outros seres humanos morrem de fome, restam analfabetos, à falta de trabalho. Vocês defenderão a vida em cada momento do seu desenvolvimento terreno, lutando com todas as vossas energias para tornar esta terra mais habitável para todos.

João Paulo II, Jornada Mundial da Juventude de 2000

O ano de 1978 ficou conhecido como o ano dos "Três Papas". Em Agosto morria o Papa Paulo VI, autor da Populorum Progressio, sendo sucedido dias depois pelo efémero Papa do Sorriso, João Paulo I. A 16 de Outubro, Karol Wojtyla era o primeiro papa não italiano em 455 anos, tomando o nome de João Paulo II, em homenagem aos seus três antecessores. Estavamos em plena Guerra Fria. João Paulo II havia de sobreviver ao atentado de 1981 em plena Praça de São Pedro, para se tornar no Papa Peregrino, que lutou e combateu o Comunismo dos Países da Cortina de Ferro e o mundo neoliberal hedonista e opulento do Ocidente. A sua saúde piorou com os anos. Morreu a 2 de Abril de 2005, depois de um dos pontificados mais longos de sempre, deixando-nos o legado do seu inesquecivel trabalho evangelizador, da sua constância e do seu amor pelas pessoas, sobretudo pelos jovens!

A data é assinalada hoje com a estreia de um documentário de memórias, intitulado “Testemunho”, baseado no livro “Uma Vida com Karol”, do cardeal Stanislaw Dziwisz antigo secretário do Papa. O documentário, assinado pelo também polaco Pawel Pitera e narrado pelo actor britânico Michael York, contém excertos da conversa com Dziwisz, imagens históricas e reconstituições de episódios da vida de João Paulo II representados por actores. Nele é revelado que o Papa foi ferido pelo Pe. Khron em 1982 na sua visita a Fátima e que aquando da última aparição do papa polaco, em que o mesmo não conseguiu falar, disse posteriormente que era hora de partir.

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