"O que eu acho faraónico é fazer o aeroporto na Margem Sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hotéis, e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar."
"Na margem Sul, jamé, jamé!"
Foi cruel o que José Sócrates fez a Mário Lino, ao mantê-lo a seu lado durante a conferência de imprensa. Mantê-lo no Governo agora será ainda mais. Toda a sua credibilidade caiu com a decisão de fazer o novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete. E a cara dele durante a conferência de imprensa, mostrava tudo.
Mário Lino defendeu a OTA com unhas e dentes. Sem se aperceber caiu no ridiculo não sei quantas vezes e ainda cometeu algumas gaffes completamente hilariantes. Pede-se a sua saída. Para o bem da sua imagem.
O Governo tentou que a questão do novo aeroporto passasse sem discussão e silenciosamente. Assim não foi, sobretudo devido a Marques Mendes que foi dos primeiros a chamar à atenção para os males de se fazer um aeroporto na Ota, devido aos ventos fortes aí existentes, à necessidade de se fazer uma grande movimentação de terras para tornar o solo plano e ao rápido esgotamento da obra (13 anos de validade apenas) quando o investimento ia ser enorme e no futuro seria impossivel fazer obras de expansão pelo facto do terreno se situar num vale! Apesar de esta ser uma promessa eleitoral deste governo (
Programa do XVII Governo Constitucional, p. 105), evitou-se um erro que iria sair muito caro já na construção e ainda mais depois de entrar em funcionamento. E por isso, apesar de Marques Mendes já não ser lider do PSD essa é uma grande vitória para ele, e um derrota de todo o tamanho para Mário Lino, que reprensentava, como disse José Sócrates na sua conferência de imprensa, todo o Executivo
Eu sempre fui mais adepto de Portela + 1, mas como não sou engenheiro e nem sequer tenho conhecimento de causa, não posso dizer que esta era a solução mais proveitosa. Mas era adepto desta solução porque acho que o Aeroporto da Portela não está completamente esgotado, bastando apenas algumas obras de remodelação e expansão e a construção de um aeroporto complementar que pudesse ficar mais barato aos nossos bolsos.
Penso que a escolha da margem Sul tem o incoveniente dos custos depois de 48 anos a discutir-se um aeroporto na Ota. Porque as pessoas dessa região vão ser indemnizadas, e a verdade é que é justo depois de preparem o seu futuro dependentes do novo aeroporto. Logo, vamos pagar Ota e Alcochete. Depois, precisa de mais uma ponte. Não porque possa ser é dinamitada, desligando-se assim o Norte do Sul do País como diz Almeida Santos, como se nós estivessemos na rota do terrorismo mundial e já não houvesse um aeroporto em Faro, onde nunca se levantou essa falta questão.
Mas talvez seja preferivel assim. Porque como o povo português costuma dizer: o barato, sai caro.
PS: Se os senhores do Governo ainda acham que a margem Sul é um deserto, que tal começarem a dota-la de mais e melhores infra-estruturas? Com ou sem aeroporto, era o seu dever, não só na margem Sul, mas também no interior do país. É que só com o litoral acima do Tejo, não vamos lá!
2 comentários:
depois de tanto tempo a preparar a Ota é em Alcochete. agora levantam problemas em Alcochete, qlqr dia já é na Ota outra vez e discutindo, descutindo daqi a nada está a portela a transbordar e não há nem remodelações nem novo aeroporto .
enfim . . .
Isto chega a ser comico e também me parece que com estas discusões nao vai haver aeroporto para nng!
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