
Eu sei que sou saudosista, mas de maneira nenhuma poderia esquecer este dia, quatro anos depois de comodamente sentado na minha sala de estar ter visto Miklos Fehér morrer em campo pelo Benfica. Ele podia não ser o nosso melhor jogador (ao que parece até estava para sair), mas ninguem merece um final tão trágico. Sabemos que a morte é algo de inevitavel, mas vivemos na esperança irreal de sermos eternos. E quando vemos em plena partida de futebol, um jovem de 24 anos, aparentemente saudavel e de boa complexão fisica morrer assim dentro de campo, vemos que na realidade não somos nada. Aquele dia foi um golpe duro demais de suportar. Era o dia do aniversário do rei Eusébio (ao qual dou os parabéns e peço desculpa por não post só para si, mas hoje o meu pensamento é completamente dirigido para Miklos Feher). Foi duro estar a ver tudo isto na televisão sem poder fazer nada. Foi duro ver os jogadores a chorar. Foi duro ver um estádio a gritar pelo seu nome. Foi duro ver a familia desolada perante tal perda.
Mas Feher deixou-nos muito naquele dia e deu razão a Francis Ponge quando disse que "às vezes, é pela forma como morre que um homem mostra que era digno de viver". Feher deixou-nos aquele sorriso que jamais esqueceremos e que abraçou benfiquistas a portistas e sportinguista de forma totalmente sincera, pois nesta hora vemos que todas essas discussões de futebol perdem o sentido, quando uma vida se perde assim.






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