terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Holocausto relembrado na Ancorensis


O dia 27 de Janeiro em que se assinala o Dia Mundial da Lembrança das Vítimas do Holocausto foi dinamizado na Ancorensis pelo grupo de Área de Projecto do 12ºF responsável pela temática do Darfur, aproveitando as trágicas semelhanças entre estes dois momentos não muito distintos.

Depois de na véspera terem sido colocados alguns cartazes de sensibilização no hall de entrada da escola, o dia 27 de Janeiro ficou sobretudo marcado pelas duas acções de sensibilização levadas a cabo designadas pelo nome “Never Again – Revivendo o Holocausto”.

Pelas 10h10, perante uma audiência composta pelas turmas do 11º D e do próprio 12º F, foi realizada a primeira acção de sensibilização. Carlos Alberto Videira, membro do grupo responsável pela dinamização das actividades, foi o orador da sessão que procurou esclarecer os presentes sobre aquilo que foi o Holocausto e outros genocídios a que o mundo já tem assistido, com especial relevância actualmente para o Darfur, e que incluiu ainda a visualização de um documentário sobre o corajoso exemplo de Aristides de Sousa Mendes durante a II Guerra Mundial.

Já no período da tarde, pelas 14h30 o auditório encheu-se para nova acção de sensibilização. O primeiro a usar da palavra foi o Prof. Rui Pedro Caramez, responsável pela disciplina de Área de Projecto e que procurou dar um pouco a conhecer a dinâmica da disciplina e do grupo de trabalho, agradecendo ainda a todos os presentes e envolvidos na sessão. Depois, seguiu-se Carlos Alberto Videira, que em nome do grupo fez uma pequena introdução aos temas a abordar. Seguiu-se o Prof. Luís Braga, membro da Direcção da Amnistia Internacional – Portugal, que deu a conhecer a missão desta organização, bem como os objectivos pelos quais se bate e onde está incluída a resolução da crise humanitária do Darfur. Por fim, o Prof. Teodoro Fonte, professor de História na Ancorensis, lembrou o horror que foi o Holocausto e exprimiu a sua preocupação com o facto de os mais jovens olharem para tal como algo de ficcional e de muito longínquo.

Durante ambas as sessões foram ainda distribuídos pelos participantes panfletos de divulgação e fitas negras, em sinal de luto por momentos tão tristes na História da Humanidade, e que todos esperamos que não se voltem a repetir.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Já lá vão 5 anos...



"Há momentos na vida em que nos deveriamos calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a língua não expressa e há emoções que as palavras não sabem traduzir"

A morte de Miki Féher marcou-me profundamente. Num domingo, como hoje, esperava na sala de jantar pelo programa "Domingo Desportivo" na RTP1. A notícia de abertura seria aquela que menos poderia imaginar. Cecília Carmo informava que Miki Féher sofrera uma paragem cardíaca e estava em risco de vida.

Sejamos sinceros: Féher nunca foi um indiscutível no Benfica e estava longe de ser consensual. Mas uma morte daquelas é marcante. Um jovem alto, esbelto e aparentemente saudável partia lentamente em directo para todo um país que tinha e tem no desporto rei, uma parte muito significativa da sua cultura.

Os dias que se seguiram mostraram que a dor não tem cor. Ás imagens de sofrimento dos colegas de equipa no relvado do D. Afonso Henriques, seguiram-se sentidos abraços de Luís Filipe Vieira a homens como Dias da Cunha, Reinaldo Teles, José Mourinho e Valentim Loureiro que se deslocaram ao Estádio da Luz onde os seus restos mortais repousavam perante uma imensidão de flores e cachecois de todas as cores clubísticas.

Perante tal cenário, onde a perda de uma vida humana tornava os resultados e habituais guerrilhas em algo sem qualquer importância, fizeram-se promessas de um maior respeito e fair-play entre dirigentes e clubes. Pena que 5 anos depois constatemos, que a memória dos Homens é, de facto, muito curta...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A PARTICIPAÇÃO CÍVICA DOS JOVENS


A cada vez mais escassa participação dos jovens na vida cívica é cada vez mais um motivo de preocupação de muitos agentes políticos, com especial relevância para o Presidente da República que várias vezes tem chamado a atenção para este problema.

A juventude portuguesa encontra-se desiludida com os fracassos da democracia portuguesa, com especial relevância para a corrupção, e está neste momento de costas viradas para a participação cívica e politica, envolta numa maré de indiferença que torna os tempos que virão, bastante complicados.

E é essa maré de indiferença que é necessária afastar da juventude portuguesa, promovendo a sua participação mais activa na solução para os problemas que afectam os problemas do país, pois só assim é possível construir uma sociedade mais justa, solidária, plural e igual.

A participação cívica inclui a participação politica e partidária, mas não se confunde nem se esgota na mesma.

Um dos maiores exemplos disso mesmo é a existência de uma extensa rede de Organizações Não Governamentais (ONG) e de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que dão um grande impulso à acção dos governos na manutenção do Estado Social criando condições para a eliminação de muitas desigualdades, retirando muitas famílias de situações de pobreza, alertando para o incumprimento dos Direitos Humanos e promovendo a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida de muitas populações.

Subjacente a este fenómeno está uma nova geração que se dedica ao voluntariado e que demonstra um comovente espírito de entrega ao serviço dos outros.

Prestando a sua acção sem pretender qualquer tipo de recompensa monetária ou material e reconhecendo a dignidade de todo e qualquer ser humano, os jovens empenhados no voluntariado prestam um grande serviço à Sociedade conjugando a capacidade profissional com a generosidade gratuita, fazendo da sua acção não só um contributo para um país melhor, mas também como um factor de realização pessoal e aquisição de novos conhecimentos e experiências.

A acção destes jovens pode e deve ser valorizada para que todos os envolvidos beneficiem de medidas de apoio, designadamente no âmbito dos regimes militar ou escolar, por exemplo, dando assim o Estado um sinal de que está atento e reconhecido a todos aqueles que se empenham gratuitamente na procura de uma solução para os problemas que afectam a sua comunidade, motivando outros a fazer o mesmo.

A escola deve ser igualmente um instrumento a ter em conta na cativação dos jovens para a participação cívica. É necessário que se compreenda que na base de tudo para resolver os problemas que afectam o mundo está a Educação e sobretudo a Educação para a Cidadania, para que desde a infância haja uma maior sensibilização para a participação cívica.

O mundo globalizou-se de tal maneira, que hoje em dia uma simples assinatura numa petição ou um simples clique na Internet, podem causar grandes efeitos.

Torna-se fundamental, incutir desde muito cedo nas crianças e nos adolescentes a consciência de que a resolução dos problemas que afectam a nossa rua, a nossa escola e a nossa freguesia, passam também por nós. Tal pode ser feito através da disciplina de Formação Cívica, se a mesma for dada de forma mais séria e competente, com um professor próprio, com uma duração mais extensa que a actual e com um programa mais estruturado que faça com que alunos, professores e escola levem esta disciplina mais a sério, como essencial para o futuro dos mesmos e do país.

Seria interessante ver tratados nesta disciplina temas como a compreensão da vida democrática portuguesa desde o Poder Local ao Poder Central, o funcionamento das instituições em Portugal, uma visão simplificada do conteúdo da Constituição Portuguesa, o funcionamento das instituições europeias e outras em que o nosso país esteja inserido como a NATO ou a ONU, por exemplo, explicando-se a sua importância no actual contexto de mundo globalizado em que vivemos, os fenómenos das ONG e do voluntariado, a importância do respeito pelos Direitos Humanos, a história das religiões, os sistemas políticos internacionais ou alguns modelos ideológicos que mais importância tiveram ao longo da História.

Mas sabendo que a cidadania não se estuda apenas para um teste, mas que se aprende exercendo-a e participando democraticamente nas escolhas que afectam o nosso quotidiano, seria também de considerar a antecipação da idade de voto para os 16 anos, de modo a inserir os jovens mais cedo num clima de vivência democrática, mas com responsabilidade.

Assim, os jovens teriam uma voz e uma palavra a dizer acerca dos problemas que os afectam, sendo este um incentivo para que os agentes políticos prestassem mais atenção e dedicassem um pouco mais dos seus programas a este sector da sociedade e para que os jovens estivessem bastante mais atentos às medidas apresentadas e ao debate político-partidário, entre outros.

MEDIDAS

1ª
Criação do Estatuto do Voluntário, idêntico ao Estatuto de Atleta de Alta Competição que beneficie os envolvidos nos regimes escolar, militar e profissional, reconhecendo os envolvidos e motivando outros a contribuírem para a formação de uma sociedade melhor.

2ª Reformulação da disciplina de Formação Cívica, através da criação de um programa estruturado, alargamento da carga horária semanal e especialização dos professores na disciplina.

3ª Antecipação da idade do voto para os 16 anos de modo a cativar os jovens para a participação politica, envolvendo-os na vivência democrática desde tenra idade, mas com responsabilidade.

Carlos Alberto Videira

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

História!

"I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today."
MARTIN LUTHER KING, 28 de Agosto de 1963

Se Martin Luther King fosse vivo festejaria 80 anos na segunda-feira, mas a sua verdadeira prenda viria ontem, pois o sonho que ele havia revelado há 45 anos tornou-se ontem realidade. Um homem de 47 anos de seu nome Barack Hussein Obama, filho de um queniano e uma norte-americana, tomou ontem posse como 44º Presidente dos Estados Unidos da América, depois da eleição mais mediática de sempre.

É certo que o facto de ser um afro-americano contribui para o mediatismo desta eleição, mas o facto do mesmo nunca se ter referido a isso para ganhar vantagem é que torna o dia de ontem no dia da realização do sonho de Martin Luther King. Por isso, ontem, enquanto assistia pela televisão à tomada de posse imaginava o Prémio Nobel da Paz, sentado em lugar de destaque, talvez com uma bengala ao lado, uns quilos a mais e já muitos cabelos brancos a assistir aquele momento histórico com um sorriso de orelha a orelha e uma lágrima no canto do olho, com uma expressão de "Missão Cumprida".

De facto, ontem ocorreu História. Nunca havia assistido à tomada de um governante mas ontem não quis perder aquele momento. Tinha a plena consciência que estava a testemunhar um momento histórico e que um dia mais tarde recordei com os meus filhos e os meus netos, se os tiver, aquele instante maravilhoso em que com uma mão sobre a Bíblia, já usada pelo grande Presidente Lincoln em 1861, e a outra levantada, Barack Obama prestava juramento perante uma multidão de 2 milhões de pessoas que se encontravam até 2 km do local onde foi proferido o discurso.

O que se passará daqui em diante, só Deus sabe. Mas todos sabemos o que se passou nestes tempos. Um homem brilhante conseguiu com simples palavras como "mudança", "unidade" e "esperança" despertar o que de melhor há nos Homens e na Humanidade. Mas este, é só ainda o começo...

sábado, 17 de janeiro de 2009

GOODBYE GEORGE W. BUSH


George Walker Bush abandona estes dias a Casa Branca e o Mundo sente um novo balão de oxigénio, podendo assim voltar a respirar melhor. Estes últimos 8 anos foram um tremendo fracasso e ficarão marcados na História como páginas sombrias, devido a este homem que quis impor a sua forma de pensar, baseada na ganância e na vingança, ao mundo.

Se a eleição taco a taco com Al Gore já o tinha deixado um pouco desconfortável daí em diante foram erros atrás de erros. É verdade que o 11 de Setembro foi um momento para o qual nem o Mundo nem os EUA estavam preparados. Mas de todas as reacções possíveis e imaginárias, a que foi tomada, no sentido da vingança e do ódio foi a pior possível.

Tudo começou com uma Invasão ao Afeganistão, seguiram-se as misteriosas armas de destruição maciça que fizeram as forças da Coligação entrar no Iraque, os conflitos verbais com o Irão, terminando com os escândalos de Abu Ghraib e de Guantanamo, num país que se orgulha de ser o berço da democracia ocidental.

Junte-se a isto um número sem fim de gaffes memoráveis, a rábula do perú falso ou o episódio do sapato em Dezembro passado e sem falar das responsabilidades na actual crise financeira internacional, resultado de anos e anos de más políticas, vemos o mundo como um local mais perigoso para se viver do que há 8 anos atrás.


GOODBYE!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Declarações de D. José Policarpo


Sempre me habituei a ver o Cardeal Patriarca, D. José Policarpo e o Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, como as maiores referências da Igreja Católica portuguesa. Dois homens ponderados, sensatos, inteligentes e inseridos no nosso tempo.

As últimas declarações de D. José Policarpo causaram um grande escândalo. Gostava de deixar aqui o meu apontamento sobre esta questão.

De uma tertúlia de 125 minutos, a comunicação social apenas se referiu e debateu uma frase. Esqueceu que antes do Cardeal Patriarca ter dito que o diálogo com a Comunidade Muçulmana era muito díficil, o mesmo disse que era impossível alguém querer ter um diálogo com os muçulmanos sem os conhecer, perguntando mesmo à assistência, quantos já haviam lido o Alcorão.

Depois veio a questão do conselho às jovens católicas. De modo curto e grosso, aquilo que foi dito é verdade. A interpretação que a lei islâmica faz do estatudo da mulher é profundamente redutora, daí o conselho de cautela. Refira-se, foi um conselho, não uma proibição. O Cardeal Patriarca não disse às jovens portuguesas para não casarem com muçulmanos. Disse, e cito, cautela com os amores, pensem duas vezes antes. De facto, se o casamento já deve ser uma decisão séria, o casamento com alguém de uma cultura diferente deve ser ainda uma decisão mais ponderada. Mas o facto de ter que ser mais ponderada, não quer dizer que a mesma está condenada ao fracasso.

Talvez a escolha das palavras não tenha sido a melhor, mas não creio que haja algum sinal de intolerância ou um revés no diálogo inter-religioso. Porque quem tiver sem pecado que atire a primeira pedra! As pessoas devem poder ter opiniões e exprimi-las e clarificá-las se for o caso, sujeitando-se à crítica. Mas daí a fazermos disto um drama, vai uma distância muito grande.

E porque um momento infeliz, não apaga todo um percurso que considero brilhante, continuo a ver em D. José Policarpo uma referência, porque todos temos direito a um momento menos bom.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Situação no Médio Oriente


Assisto com grande tristeza às notícias que me chegam ao conforto do lar sobre a situação na Faixa de Gaza. Os balanços dividem-se consoante as fontes, mas as imagens que nos chegam mostram-nos um cenário trágico de insegurança que nos faz pensar se algum dia este conflito terá um fim, se alguma vez teve algum sentido.

A ajuda humanitária que não chega, os cessar fogo não cumpridos, os rockets lançados e os bombardeamentos indiscriminados constituem um sério revés na busca da paz para esta região já tão ensaguentada.

Israel diz que apenas se auto defende; a União Europeia pede um cessar fogo timidamente e sem se comprometer; os EUA afectos à Fatah, apoiam Israel; o Irão e outros países àrabes, afectos ao Hamas, suportam-o. E enquanto isto o conflito continua, mata e destroi.

Os judeus que sofreram os horrores do Holocausto deviam ser os primeiros a rejeitar qualquer tipo de conflito que causasse vítimas. O Hamas que não reconhece Israel, ataca-o, mesmo com a desproporção de forças evidente, num esforço para que o estado palestiniano seja reconhecido.

Perante posições tão antagónicas, com muitos países por trás, vemos que ainda assim há muitos pontos em comum que podem trazer esperança: a fé que ambos têm num Deus forte, bom, justo e poderoso.

Relembro então o apelo de João Paulo II aos responsáveis mundiais em 2003, por altura da construção de um muro a separar Israel do território palestiniano: "Na realidade, a Terra Santa não precisa de muros, mas de pontes!" Quem está disposto a construí-las?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Discurso do Presidente


O discurso de Ano Novo de Cavaco Silva foi de semblante carregado de modo a não dar ilusões aos portugueses, descrevendo um cenário cinzento mas realista ao invés do tipo de discurso de José Sócrates, tradicionalmente confiante e auto-elogioso.

O problema é que só Sócrates é que governa e assim os avisos e apelos de Cavaco aos vários sectores da sociedade podem cair em saco roto, não passando de uma análise crítica com o mesmo valor das análises dos comentadores dos jornais, rádios e televisões.

No entanto, tenhamos esperança. Não temos muito mais a que nos agarrar. A esperança tal como G. Herbet disse "é o pão dos pobres"! Todas as crises trazem as suas dificuldades e têm terríveis consequências, mas podem também ser portadoras de renovação e muitas surpresas agradáveis.

E isto não é nenhuma contradição com o discurso do Senhor Presidente da República que considero muito bom. De facto, "as ilusões pagam-se caro", tal como ele disse. A diferença está na atitute passiva ou activa que tomamos ao encara-las, e aí Cavaco Silva também referiu que apenas juntos poderemos ultrapassar os problemas que virão em diante.

Ao longo dos anos os portugueses sempre se queixaram do que tinham pelo que não tinham e punham nos actores políticos a responsabilidade do estado do país. Esperamos sempre que alguém nos venha salvar do abismo, tal como na história do regresso de D. Sebastião, mas raramente arregaçamos as mangas para fazer algo de construtivo.

John F. Kennedy disse: "Não perguntem ao vosso país o que ele pode fazer por vós, mas o que vocês podem fazer pelo vosso país!". Esta crise financeira internacional que nos assola é um convite a isso mesmo: a fazer algo pelo nosso país colectivamente, deixando de parte o discurso derrotista e não deixando de encarar a realidade sem ilusões podemos construir um futuro melhor com esperança.

Mas isto só lá vai quando todos nos sentirmos responsáveis pelo que se passa no nosso país e no nosso mundo e procurarmos o nosso papel na solução para os problemas que nos afectam!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

DIA MUNDIAL DA PAZ


"Nada se perde com a paz; tudo se pode perder com a guerra" - Pio XII

"Paz! Paz! Nós renovamos hoje esta solene súplica. Nós suplicamos a todos os Governantes a não permanecerem surdos perante este grito da Humanidade. Que façam tudo que está ao seu alcance para salvar a paz." - João XXIII

"Porque, se o desenvolvimento é o novo nome da paz, quem não deseja trabalhar para ele com todas as forças?"
- Paulo VI

"Que ninguém se iluda de que a simples ausência de guerra, mesmo sendo tão desejada, seja sinónimo de uma paz verdadeira. Não há verdadeira paz sem vir acompanhada de igualdade, verdade, justiça e solidariedade"
- João Paulo II

"No mundo global de hoje, resulta de forma cada vez mais evidente que só é possível construir a paz, se se assegurar a todos a possibilidade de um razoável crescimento: de facto, as consequências das distorções de sistemas injustos, mais cedo ou mais tarde, fazem-se sentir sobre todos. Deste modo, só a insensatez pode induzir a construir um palácio dourado, tendo porém ao seu redor o deserto e o degrado." - Bento XVI


Neste primeiro dia do ano cívil de 2009, um ano que se adivinha de grandes provações, cada membro da Sociedade Cívil deve assumir o compromisso de defender a paz e lutar contra todo o tipo de situações que a coloquem em perigo em qualquer um dos cinco continentes da Terra. Com esperança, exprimo o augúrio de:

- Um ano em que os atentados terroristas não voltem a atingir aqueles que nada têm a ver com as causas em questão!

- Um ano em que as regiões como o Líbano, Iraque, o Médio Oriente, o Zimbabué, o RDCongo, o Darfur e Somália, desvastadas há tempo de mais por conflitos fracticidas tenham uma oportunidade para a paz!

- Um ano em que as democracias cresçam e se expandam por todos os países que ainda não a conhecem e em que a Justiça Social e a Solidariedade se expandam levando esperança e prosperidade às regiões mais desfavorecidas do planeta.

- Um ano em que os Governantes se esforcem por diminuir as graves discrepâncias de rendimentos dentro dos países e entre países, assumindo o combate à pobreza como uma prioridade, em nome da igualdade de oportunidades e de um estado de maior equilíbrio e harmonia em todo o mundo.

- Um ano em que haja um triunfo do respeito dos Direitos Humanos através de um profundo respeito dos Deveres Humanos daqueles que têm mais poder.