
No entanto, tenhamos esperança. Não temos muito mais a que nos agarrar. A esperança tal como G. Herbet disse "é o pão dos pobres"! Todas as crises trazem as suas dificuldades e têm terríveis consequências, mas podem também ser portadoras de renovação e muitas surpresas agradáveis.
E isto não é nenhuma contradição com o discurso do Senhor Presidente da República que considero muito bom. De facto, "as ilusões pagam-se caro", tal como ele disse. A diferença está na atitute passiva ou activa que tomamos ao encara-las, e aí Cavaco Silva também referiu que apenas juntos poderemos ultrapassar os problemas que virão em diante.
Ao longo dos anos os portugueses sempre se queixaram do que tinham pelo que não tinham e punham nos actores políticos a responsabilidade do estado do país. Esperamos sempre que alguém nos venha salvar do abismo, tal como na história do regresso de D. Sebastião, mas raramente arregaçamos as mangas para fazer algo de construtivo.
John F. Kennedy disse: "Não perguntem ao vosso país o que ele pode fazer por vós, mas o que vocês podem fazer pelo vosso país!". Esta crise financeira internacional que nos assola é um convite a isso mesmo: a fazer algo pelo nosso país colectivamente, deixando de parte o discurso derrotista e não deixando de encarar a realidade sem ilusões podemos construir um futuro melhor com esperança.
Mas isto só lá vai quando todos nos sentirmos responsáveis pelo que se passa no nosso país e no nosso mundo e procurarmos o nosso papel na solução para os problemas que nos afectam!





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