
"Há momentos na vida em que nos deveriamos calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a língua não expressa e há emoções que as palavras não sabem traduzir"
A morte de Miki Féher marcou-me profundamente. Num domingo, como hoje, esperava na sala de jantar pelo programa "Domingo Desportivo" na RTP1. A notícia de abertura seria aquela que menos poderia imaginar. Cecília Carmo informava que Miki Féher sofrera uma paragem cardíaca e estava em risco de vida.
Sejamos sinceros: Féher nunca foi um indiscutível no Benfica e estava longe de ser consensual. Mas uma morte daquelas é marcante. Um jovem alto, esbelto e aparentemente saudável partia lentamente em directo para todo um país que tinha e tem no desporto rei, uma parte muito significativa da sua cultura.
Os dias que se seguiram mostraram que a dor não tem cor. Ás imagens de sofrimento dos colegas de equipa no relvado do D. Afonso Henriques, seguiram-se sentidos abraços de Luís Filipe Vieira a homens como Dias da Cunha, Reinaldo Teles, José Mourinho e Valentim Loureiro que se deslocaram ao Estádio da Luz onde os seus restos mortais repousavam perante uma imensidão de flores e cachecois de todas as cores clubísticas.
Perante tal cenário, onde a perda de uma vida humana tornava os resultados e habituais guerrilhas em algo sem qualquer importância, fizeram-se promessas de um maior respeito e fair-play entre dirigentes e clubes. Pena que 5 anos depois constatemos, que a memória dos Homens é, de facto, muito curta...





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