
A ajuda humanitária que não chega, os cessar fogo não cumpridos, os rockets lançados e os bombardeamentos indiscriminados constituem um sério revés na busca da paz para esta região já tão ensaguentada.
Israel diz que apenas se auto defende; a União Europeia pede um cessar fogo timidamente e sem se comprometer; os EUA afectos à Fatah, apoiam Israel; o Irão e outros países àrabes, afectos ao Hamas, suportam-o. E enquanto isto o conflito continua, mata e destroi.
Os judeus que sofreram os horrores do Holocausto deviam ser os primeiros a rejeitar qualquer tipo de conflito que causasse vítimas. O Hamas que não reconhece Israel, ataca-o, mesmo com a desproporção de forças evidente, num esforço para que o estado palestiniano seja reconhecido.
Perante posições tão antagónicas, com muitos países por trás, vemos que ainda assim há muitos pontos em comum que podem trazer esperança: a fé que ambos têm num Deus forte, bom, justo e poderoso.
Relembro então o apelo de João Paulo II aos responsáveis mundiais em 2003, por altura da construção de um muro a separar Israel do território palestiniano: "Na realidade, a Terra Santa não precisa de muros, mas de pontes!" Quem está disposto a construí-las?





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