

Convidaram o padre Leonel Claro, um missionário Comboniano que durante 10 anos conviveu com a realidade centro africana (Chade), embora não conhecedor directo do genocídio a que o povo desta região de África vem sendo submetido desde 2003 pelo governo do Sudão, mas intimamente ligado à campanha internacional de solidariedade para com esta região.

Foi apresentado um vídeo no decorrer do colóquio/debate realizado no passado dia 5, em que era dada a palavra a inúmeras vítimas, fruto de um trabalho arriscado de jornalistas espanhóis que conseguiram furar o bloqueio imposto por Cartum aos diferentes órgãos de comunicação que têm tentado dar a conhecer a miséria, violência a atrocidades cometidas sobre 3,5 milhões de pessoas, sem recursos para subsistirem.
Esta campanha de sensibilização, informação e angariação de fundos pretende que a ONU (dominada pelas superpotências, designadamente pelos norte-americanos que dessa forma pensam estar a combater a Al-Caeda, enquanto que os chineses exploram o petróleo e vendem armas e a Rússia mantém a sua posição de não-interferência) faça deslocar para a região uma missão de apoio humanitário de 26.000 homens, aprovada em Julho de 2007 mas ainda sem resultados visíveis.
Acresce a esta necessidade de apoio o facto de existirem já 14.000 pessoas em tarefas de auxílio no terreno, mas sem que o consigam, atendendo ao boicote decretado pelo governo sudanês que insiste em dizer que nada se passa no Darfur.





1 comentário:
Tenho muito orgulho em ti mano!Continua sempre assim...
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