
Tudo isto demorou o seu tempo e foi bastante dificil. Tivemos que ver as datas, falar com a direcção, organizar as tarefas, chamar a comunicação social local, distribuir os convites, sensibilizar. No final, tivemos um auditório bem composto, alguns fundos para o Darfur e a ideia de voltar a fazer qualquer coisa pela Feira do Livro agora em Julho. É evidente que para isso ter acontecido, tenho muito que agradecer aos professores e a alguns colegas que me prestaram um apoio magnifico. Seria dificil ter feito tudo sozinho...
O Darfur, não é mais uma guerra civil como existe em muitos países africanos. É uma questão de Direitos Humanos, a partir do momento em que uma raça se julga superior a outra e a extremina usando todo o tipo de atrocidades desde violações a assassinatos em massa, gerando ódios, incompreensão e dor. A Comunidade Internacional, assiste a tudo isto passivamente como se nada houvesse, não aprendendo com o que se passou na Arménia, na Alemanha, na Bósnia ou no Ruanda. Talvez um dia se lembrem, mas aí puderá ser tarde demais e para a história fica a sensação de cobardia e de indiferença, de um mundo que devia ser solidário e atento.
Voltando à acção houve uma pequena apresentação minha e do Pe. Leonel onde se abordou a questão do Darfur e tudo mais, mas claro que o que mais chocou foi o video "Darfur: Chamamento à Consciência" do Canal Odisseia. Perante a brutalidade dos testemunhos e das imagens, nasceu a pergunta: Como é possivel fingir que nada acontece? De facto, só uma grande conjuntura de interesses (ou falta deles) o pode justificar. Mas a verdade é que os governantes, apesar de terem mais responsabilidades, são seres humanos como nós e talvez hoje não tomem a acção porque antes de terem essas mesmas responsabilidades, não foram sensibilizados.
É por isso que acho importante a divulgação e os pequenos gestos. Eu sei que não serei eu a levar a paz ao Darfur, mas terei a consciência tranquila de que pelo menos não foi por mim que a situação continuou na mesma. Sei que é possível fazer algo, mas para isso também é necessário que outras pessoas se juntem a nós. Tal como disse Madre Teresa de Calcutá, e sem me querer obviamente comparar a ela, eu sei que o que faço, é uma gota no meio do oceano. Mas sem ela, o oceano será menor. E sei que se conseguir juntar mais uma pessoa a este movimento, já poderemos ser duas e assim sucessivamente. Foi isso que procuramos fazer nesta acção, na esperança de que pelo menos o nome "Darfur" tenha ficado no ouvido daqueles que estiveram presentes.





1 comentário:
Fiquei sobretudo feliz, quando vi a tua idade. Afinal o mundo não está perdido.
Parabéns pela tua coragem. Mantém-te assim; fiel.
Um beijinho,
Madalena, FM-sul.
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