segunda-feira, 28 de abril de 2008

OPTIMISMO

Uma mensagem muito bem disposta de optimismo que aqui quis partilhar, só para actualizar isto. Podem os dias que nos esperam ser muito cinzentos. Pode o futuro não ter uma direcção rectilinia. Pode o mundo ser um lugar muito grande para seres tão pequenos como nós. Não percamos a coragem nem o optimismo para agir perante aquilo que não é do nosso agrado. Vejamos em cada situação uma oportunidade. Vejamos em cada contrariedade uma forma de aprender mais. Vejamos em cada tristeza um caminho para uma alegria duradoura. Mas não nos limitemos a esperar. Ousemos agir, ousemos desafiar, ousemos melhor, ousemos a linha ténue que separa o amargo da derrota do doce da vitória! Ao ao ter essa fé de que é possivel poderemos ser cómicos, poderemos ser ridiculos, poderemos ser idiotas... mas tenhamos a certeza que não fosse essa fé e ainda hoje estariamos a partir pedra nas cavernas.


"Eu sou um optimista. Não me parece muito útil ser outra coisa"
Winston Churchill

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Mais que Revolução: EVOLUÇÃO


Porque talvez eu não estaria aqui a postar e nem sequer saberia o que é a Internet.
Porque talvez hoje me tivesse a preparar para ir para o Ultramar.
Porque a democracia não é uma miragem, se todos lutarmos por ela.
Porque a igualdade é um direito fundamental.
Porque lutar vale sempre a pena.
Porque a obscuridade em que viviamos não podia continuar nem pode regressar.
Porque a ignorância, a que a censura nos obrigava era a nossa pior inimiga.
Porque fraude e mentira não são compativeis com Portugal.
Porque a fraternidade e a dignidade não são só palavras bonitas.
Porque a liberdade de expressão, quando usada em consciência só nos favorece.
Porque a liberdade, mais que um direito é um dever.
Porque talvez ainda hoje as mulheres seriam meros acessórios.
Porque os serviços devem continuar a aumentar.
Porque de mãos dadas com a Europa iremos longe.
Porque a nossa cultura não pode estagnar.
Porque no domingo talvez não tivesse bebido aquela Coca-Cola que me soube tão bem.
Porque é bom ligar a televisão e não ter um só canal controlado e poder rir com o Gato Fedorento.
Porque não nos podemos resignar.
Porque a policia e o Estado não são donos do nosso pensamento.
Porque a pluralidade e a diversidade completa-nos.
Porque há que fazer lembrar a esses empruados e empruadas de fato e gravata que "o povo é quem mais ordena" e o "povo unido jamais será vencido".
Porque a violência não é necessária para desviar um rumo.
Porque a vida que o povo levava não é vida.
Porque a luta continua e nunca acabará...


ABRIL SEMPRE

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Faleceu o Cónego Melo


Mons. Eduardo Melo
Braga, 30 de Outubro de 1927 — Fátima, 19 de Abril de 2008

«Felizes sereis quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, porque grande será a vossa recompensa no céu” (Cfr. MT. 5.1-1)

Eduardo de Melo Peixoto nasceu a 30 de Outubro de 1927 em São Lázaro, Braga, e foi ordenado sacerdote em 1951, tendo depois assumido o papel de vigário-geral da arquidiocese durante vários anos, tendo renunciado ao cargo em 2002. Foi feito Comendador por Mário Soares, tendo servido sob quatro Bispos e seis Papas. Esteve ligado a vários sectores da vida bracarense, nomeadamente, ao futebol e a imprensa.

“É sempre difícil em poucas palavras sintetizar a vida de alguém que foi grande durante toda a sua vida”, explica D. Jorge Ortiga à Agência ECCLESIA. "Sempre o vi como um homem apaixonado pelas causas a que se dedicava, que se sacrificava ao ponto de deixar as exigências humanas mais naturais para poder corresponder aos apelos que lhe eram dirigidos”.

A atenção aos mais carenciados é também lembrada. “Tinha um coração sensível e de igual modo se entregava a todos”, recorda o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

A vida do Cónego Melo representa um “legado dirigido a crentes e não crentes”, escreveu D. Jorge Ortiga, num comunicado à diocese de Braga. O Cónego Melo manteve uma vida de entrega que realizou “a todas as causas humanas e às solicitações de todos”.


Adaptado de Agência Ecclesia

domingo, 20 de abril de 2008

Uma imagem errada

O papa Bento XVI termina hoje a sua visita aos Estados Unidos da América, festejando ao mesmo tempo 81 anos de idade e 3 de pontificado.

Longe de ter o carisma de um João XXIII ou de um João Paulo II, este papa foi acusado desde cedo, sobretudo pela comunicação social por ser conservador, retrógrado, frio e calculista, descrição que em pouco corresponde à verdade, apesar de no inicio também eu ter acreditado nela. A polémica à volta das declarações sobre o profeta Maomé (que nem sequer eram da sua autoria) também não ajudou.

Na verdade, este papa é o continuar do percurso que foi iniciado por João XXIII no Concílio Vaticano II e que se estende até hoje. O percurso de uma Igreja que perante as duas grandes guerras mundiais, percebeu tal como o mundo, que teria de ser mais solidária e aproximar-se dos fieis.

Este papa tem o dom magnifico de analisar coisas absolutamente importantes e complexas com uma simplicidade incrível! Basta ler as suas encíclicas ou o raspanete aos bispos portugueses para perceber a inteligência superior deste papa. Em Spe Salvi, temos uma obra-prima. Num mundo desolado e cansado, Bento XVI apresenta-nos a esperança cristã como solução, abordando a morte de forma sublime. Bento XVI vai também buscar sem preconceitos, ideais da Revolução Francesa e Marxista, ora criticando-os ora elogiando-os.

Em relação a esta viagem aos Estados Unidos, onde Bento XVI deixou de lado o simbolismo das datas de aniversário de nascimento e de pontificado, há certos pontos importantes a reter: a crítica explicita à Invasão ao Iraque num discurso onde estava presente George W. Bush (quantos terão a coragem de o fazer?); os pedidos de desculpa sistemáticos às vítimas de pedofilia, símbolo de repudio e vergonha por tais acções que a Igreja pretende que não mais voltem a ensombrar o seu nome; o discurso na sede da ONU onde lembrou o dever dos Estados Internacionais em proteger as populações da violação grave e contínua dos direitos humanos e das crises humanitárias provocadas quer pela natureza quer pelo homem, sem que sejam “interpretados como uma imposição ou uma limitação de soberania” e por fim a visita ao Ground Zero onde falou pessoalmente com muitas das famílias das vitimas e onde fez uma oração especial por todos aqueles "cujos corações e mentes estão consumidos pelo ódio."

Depois disto, será ainda Bento XVI um retrógrado conservador, frio e calculista? Não me parece!

domingo, 13 de abril de 2008

5º dia de Acção Global porDarfur


Acção de Sensibilização porDarfur promovida na Ancorensis a 5 de Março


Assinalou-se este domingo o 5º dia de Acção Global porDarfur um pouco por todo o mundo, muito timidamente. Fez em Fevereiro exactamente cinco anos que começaram os massacres na região do Darfur, no Sudão! Praticamente, ninguém sabe. É que admitir o genocídio, que é uma situação idêntica há que se passou na II Guerra Mundial entre arianos e judeus onde se eliminam seres humanos pela simples razão de serem de uma etnia diferente, obriga-nos a agir.

O Sudão e todo o mundo negam que neste momento já tenham morrido mais de meio milhão de inocentes e que hajam crianças a ser violadas sistematicamente em frente dos pais. Negam que hajam 2,5 milhões de refugiados em condições sub humanas. Negam que hajam 3,5 milhões de pessoas dependentes de ajuda alimentar, que nem sempre chega devido aos ataques que sofrem as ONG’s aí presentes. O mundo nega a existência de um país onde nem sequer é permitido dançar.

O Darfur, não é mais uma guerra civil como existe em muitos países africanos. É uma questão de Direitos Humanos, a partir do momento em que uma raça se julga superior a outra e a extermina usando todo o tipo de atrocidades.
Mais do que falar em direitos humanos, fará sentido falar em deveres humanos que devem ser cumpridos escrupulosamente: o dever de agir, o dever de denunciar e o dever falar...

Sabemos, certamente, que não seremos nós a levar a paz ao Darfur, mas tenhamos a consciência de que pelo menos não foi por nós que a situação continuou. Tal como disse Madre Teresa de Calcutá, o que nós fazemos, é apenas uma gota no meio do oceano. Mas sem ela, o oceano seria menor. E se a cada gota se juntar mais uma, a paz voltará rapidamente para junto daqueles, que neste momento, sofrem no Darfur.


«Alguém escreveu:
“Na Alemanha, primeiro vieram buscar os comunistas, e eu não disse nada porque não era comunista. Depois vieram pelos judeus e eu não disse nada porque não era judeu. Depois vieram pelos sindicalistas, e eu não disse nada porque não era sindicalista. Depois vieram pelos católicos, e eu não disse nada porque era protestante. Depois vieram por mim, e nessa altura, já não havia ninguém para erguer a voz”»

sábado, 12 de abril de 2008

5º Dia Global por Darfur reúne milhares de pessoas em todo o mundo

No próximo Domingo, 13 de Abril, dezenas de milhares de activistas irão manifestar-se a favor das crianças do Darfur um pouco por todo o mundo, para assinalar o 5º Dia Global por Darfur. Em Portugal, a Plataforma PorDarfur delegou na Amnistia Internacional a coordenação da campanha sobre as crianças no Darfur.

"Uma geração de pessoas naturais do Darfur estão a crescer no medo e na insegurança" disse a Amnistia Internacional. "Este mês, as crianças no Darfur que completarem cinco anos de idade nunca terão conhecido a paz".

Manifestações, exposições, conferências públicas e outros eventos irão ocorrer em países como o Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, França, Suíça, Holanda, Suécia, Hungria, Espanha, Mali, Tunísia, Senegal, México e Austrália.

Os activistas irão apelar a todas as partes envolvidas no conflito para que acabem com os ataques contra os civis. Vão também apelar aos Estados Membros da ONU e da União Africana (UA) para que garantam que as forças de manutenção de paz da UNAMID sejam imediatamente integradas e que seja garantido transporte urgente, terrestre e aéreo, do equipamento. Por seu lado, a UNAMID deve proteger activamente todos os civis, especialmente as crianças.
Dos quatro milhões de pessoas afectadas pelo conflito no Darfur, 1.8 milhões tem menos de 18 anos. Desde Abril do ano de 2006, o conflito terá desalojado 120 mil crianças.Em Fevereiro de 2008, as forças Sudanesas e as milícias governamentais atacaram aldeias no oeste do Darfur.

As crianças foram separadas das suas famílias enquanto tentavam fugir para o mato; duas semanas depois dos ataques, segundo a UNICEF, 800 crianças continuavam desaparecidas. "Muitas crianças alcançaram a idade escolar conhecendo apenas a guerra e o medo – cinco anos durante os quais a comunidade internacional falhou em proteger as crianças e responder adequadamente ao desenvolvimento da crise que está a afectar a região" disse a Amnistia Internacional. "A comunidade internacional deve agir já para dar às crianças esperança e um futuro".

Em Portugal a Plataforma PorDarfur tem sido o rosto da denúncia do desespero vivido naquela região. Esta Plataforma é composta pela Amnistia Internacional, Africa-Europe Faith and Justice Network, Caritas Portuguesa, Comissão Justiça e Paz dos Religiosos, Fundação Gonçalo da Silveira, Missionários Combonianos e TESE, tendo como parceiros a Comissão Nacional Justiça e Paz, MissãoPress, Portal Sapo, Revista Além-Mar, Pro Dignitate e Mãos Unidas.

Para comentários contactar:
Lucília José Justino, Presidente AI Portugal 91 850 24 90

Para saber + :
As crianças de darfur - dossier informativo (pdf)
Resumo das últimas actividades promovidas pela Plataforma

Plataforma porDarfur, Lisboa, 11 de Abril de 2008

sábado, 5 de abril de 2008

Que Educação?


Sou um dos alunos do ensino secundário deste país que se sente triste por só agora políticos, comunicação social e outras entidades públicas, terem aberto os olhos para aquilo que se passa na educação em Portugal: falta de autoridade de professores e auxiliares, a negligência de conselhos executivos e direcções, a violência nas escolas, as armas e o bullying.

Neste momento todos querem encontrar um réu que sirva de bode expiatório para o que se está a passar no sistema de ensino. Sistema esse onde estão englobados o Estado, os professores, os pais e os alunos. Todos têm uma responsabilidade própria.

O Estado sempre tomou a iniciativa do deixa andar. Concederam-se privilégios à educação que mais nenhum sector recebeu e deu nisto: uma completa anarquia sem rei nem roque. Este foi, o primeiro governo a actuar e deve ser louvado, no entanto a solução tem sido atabalhoada e imponderada e iniciou uma guerra aberta entre professores e ministério o que apenas retira autoridade e credibilidade dos primeiros junto dos alunos.

Mas os professores não podem lavar as mãos do estado em que as coisas se encontram, dizendo que são as maiores vítimas disso tudo. A profissão de professor foi a mais privilegiada do pós-25 de Abril. Abriram-se nessa altura vagas e vagas para os cursos de professor, que asseguravam uma vida quase perfeita: bons salários, benefício de sistemas de protecção social, férias a potes e uma idade de reforma relativamente baixa. Muitos professores abusaram: puseram-se à sombra da bananeira e educaram mal e porcamente. Depois, são lendárias as greves próximas do fim-de-semana ou dos feriados de modo a ter umas mini férias que dão sempre jeito a meio do ano. Por isso, hoje pagam todos e tudo de uma vez. É natural que estejam insatisfeitos, mas temos pena: não tivessem abusado. A avaliação (neste ou noutros moldes) é mesmo um imperativo. Não só aos professores como às escolas, que representados pelos conselhos executivos e direcções, fingem que nada acontece. Encobrem a indisciplina, são indiferentes aos problemas, criam e nomeiam as turmas e os professores ao calhas.

Depois, há os pais e os alunos. Pais esses que encobrem e habituam mal os filhos, que longe de serem inocentes exploram toda essa protecção. Quem não estuda, passa por favor ou vai para os CEF's. Quem causa distúrbios é amnistiado ou sancionado com correctivos simbólicos. Ou seja, os alunos passam de um sistema de ensino onde as abébias são frequentes para um mundo do trabalho implacável onde ao mais pequeno erro ou falta de empenho a palavra de ordem é: RUA!

Apesar de ter sido momento infeliz, a última aula de Francês do 2º Período do 9ºC da Escola Carolina Michaelis, teve o condão de abrir os olhos a muita gente. Obrigado por terem colocado o vídeo no youtube! Pode ser que um dia sejam lembrados, pela forma como suscitaram um debate acesso sobre uma educação ineficaz, incapaz e irresponsável.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O Pescador de Homens

“Mantenho gravado no coração o rosto da humanidade que pude contemplar ao longo das minhas peregrinações. É o rosto de Cristo que transparece naqueles que vivem como ovelhas sem pastor. Todo o homem e toda a mulher têm pleno direito de que lhe sejam ensinadas muitas coisas” - João Paulo II

Foi há três que vi partir aquela que era e continua a ser a minha grande referência: Karol Josef Wojtyla, mais conhecido por João Paulo II desde que calçou as sandálias do pescador, partia aos 84 anos, após um dos pontificados mais carismáticos de que há memória.

Sandálias essa que lhe assentaram muito bem. Foi um autêntico pescador de homens, defendendo-o, do não nascido ao idoso abandonado e esquecido, de qualquer tipo de violação à sua dignidade. Mesmo antes de ser Papa, já havia convivido com os tempos difíceis do nazismo e do comunismo totalitário de Leste que ajudou a derrubar, concentrando então forças no combate ao outro lado da balança: o capitalismo, opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo, aos pobres e aos que vivem sob o flagelo da guerra e do desrespeito pelos Direitos Humanos.

Wojtyla não foi um só um papa: foi o mundo condensado num só Homem. Wojtyla foi o guarda-redes da equipa amadora de Wadowice, o esquiador, o actor clandestino talentoso, o músico de uma nova e arrojada versão do "Pater Noster", o professor cativante, o catequista sempre presente e o forte activista dos Direitos Humanos.

Como Papa, cargo pelo qual todo o mundo o conheceu, ficam certos momentos inolvidáveis: a visita e o perdão a Ali Agca (o homem que a 13 de Maio de 1981 tentou por termo à sua vida); as inúmeras viagens que fez à volta do mundo, com destaque para a visita a Cuba em 1998 que pôs fim a anos e anos de conflito entre a Igreja e o regime cubano; as carícias a todas as crianças que encontrava ou o dia em que vendo uma casa absolutamente normal numa viagem em Angola decidiu passar por lá e beber limonada com uma família miseravelmente pobre.

Ficam também os encontros ecuménicos, com destaque para a Conferência de Assis, a entrada inédita de um pontífice numa sinagoga e numa mesquita, mostrando que o que nos une (Deus) é muito mais daquilo que nos divide. Ficam os encontros de jovens, que impulsionou como as “sentinelas da manhã”, jovens esses que no fim foram ter com ele. Fica o pedido de perdão inédito e esperado, pelas atrocidades cometidas em nome de Deus. Fica a forte oposição a todos os conflitos internacionais desde a Guerra do Golfo à Invasão ao Iraque. Fica o bom humor e a coragem nos momentos difíceis da doença de Parkinson num pontificado resumido numa única frase: "NON ABBIATE PAURA!” (Não tenhais medo!)

Os dias que se seguiram a morte deste papa mostraram algo nunca visto. Milhões e milhões de pessoas, independentemente de credos religiosos, países, cor ou idade, uniram-se numa homenagem absolutamente incrível “ao batalhador pela amizade entre os povos e inimigo da guerra”, como o classificou e muito bem Fidel Castro.

Cabe-nos a nós, admiradores e seguidores daquele que foi o Homem do século XX, ser a Geração João Paulo II, procurando instaurar a “cultura da vida e a civilização do amor” pela qual ele tanto lutou, sendo “sal da terra”.

Que descanse em paz!


segunda-feira, 31 de março de 2008

Aniversário

Não costumo falar de mim neste blog. Só muito raramente. Não me acho importante a esse ponto muito sinceramente. Mas hoje decidi abrir uma excepção. Tudo porque há 17 anos nascia este rapaz a quem decidiram por o nome de Carlos e que sou eu.

No balanço de uma vida curta não encontro vitórias nem derrotas, não encontro pontos altos nem pontos baixos. Encontro apenas "momentos, uns desligados dos outros, que têm dado cor à minha e que fui e vou partilhando com todas as pessoas que se cruzaram no meu caminho, daquelas que nunca esqueço e continuam por uma vida inteira aquelas cujo encontro foi efémero mas intenso.

Tem sido momentos que ainda hoje me fazem rir e alegrar, chorar e desiludir, surpreender e revoltar, fazendo muito daquilo que sou hoje.

Neste dia, fica o propósito de continuar a conviver com a experiência humana, sem qualquer tipo de juízo de valor. Fica o propósito de preencher ainda mais os dia da minha existência e dos demais. E assim eu continuarei a ser feliz se perceber que apesar de toda dor e incompreensão que possa existir, há momentos que valem por uma vida, e vidas que podem mudar outras se houver a predisposição de usufruir deste mundo tão belo no qual vivemos.


PARABÉNS PARA MIM! :D



PS: Convém não esquecer apesar da importância do meu aniversário (!?) que hoje um pouco por todo o mundo, milhares de pessoas se uniram naquele que foi o "Dia de Acção Global pelo Tibete" onde os demais Grupos de Apoio ao Tibete solicitaram que a tocha Olímpica não atravesse áreas Tibetanas, ao mesmo tempo que pretenderam lembrar ao mundo o quanto os Tibetanos estão a sofrer. Em Portugal, a manifestação deu-se pelas 19 horas em frente ao Comité Olímpico de Portugal Apesar de não ter a oportunidade de lá ter estado, fica a lembrança de alguém que pretende ver o povo tibetano em liberdade o mais depressa possível.

sábado, 29 de março de 2008

Parabéns Maestro

Caro Rui:

Trinta e seis anos e ainda pareces um jovem de vinte e poucos. Mesmo sabendo as responsabilidades que terás na próxima época, continuas a ser a par do Quim, o melhor da nossa equipa. É o protótipo do jogador perfeito. A minha admiração por ti não tem limites e para mim tens o mesmo significado que a águia no emblema: és parte do Benfica.

Quando saístes em 1994, não foi como um mercenário. Foi a melhor forma de ajudares o clube numa altura difícil. Pelos doze anos que passaste fora, fizeste muitos amigos como se viu no jogo com o Milan não só pela tua brilhante forma de jogar, mas também pela forma como sempre foste como pessoa: directo sem deixar de ser cordial e amigo sem nunca deixar de saberes quais eram as tuas responsabilidades.

No regresso doze anos depois (sem antes nos marcares aquele golo com direito aquelas lágrimas que ficaram sempre nos nossos corações) deste uma bofetada de luva branca a todos os críticos que te chamaram velho e acabado depois daquela lesão.

O resultado desta época está à vista, e se fosse por ti certamente iríamos muito mais alto.

Na selecção fizeste parte da Geração de Ouro que tantas alegrias nos deram e mesmo depois do abandono continuas-te presente: 94 presenças e 26 golos são de facto obra.

Nas novas funções que terás desejo-te a maior sorte do mundo, mas nada terás a provar depois de tantas e tão boas glórias.

Que neste dia de aniversário tenhas toda a saúde, amor e paz do mundo.

PARABÉNS