domingo, 13 de abril de 2008

5º dia de Acção Global porDarfur


Acção de Sensibilização porDarfur promovida na Ancorensis a 5 de Março


Assinalou-se este domingo o 5º dia de Acção Global porDarfur um pouco por todo o mundo, muito timidamente. Fez em Fevereiro exactamente cinco anos que começaram os massacres na região do Darfur, no Sudão! Praticamente, ninguém sabe. É que admitir o genocídio, que é uma situação idêntica há que se passou na II Guerra Mundial entre arianos e judeus onde se eliminam seres humanos pela simples razão de serem de uma etnia diferente, obriga-nos a agir.

O Sudão e todo o mundo negam que neste momento já tenham morrido mais de meio milhão de inocentes e que hajam crianças a ser violadas sistematicamente em frente dos pais. Negam que hajam 2,5 milhões de refugiados em condições sub humanas. Negam que hajam 3,5 milhões de pessoas dependentes de ajuda alimentar, que nem sempre chega devido aos ataques que sofrem as ONG’s aí presentes. O mundo nega a existência de um país onde nem sequer é permitido dançar.

O Darfur, não é mais uma guerra civil como existe em muitos países africanos. É uma questão de Direitos Humanos, a partir do momento em que uma raça se julga superior a outra e a extermina usando todo o tipo de atrocidades.
Mais do que falar em direitos humanos, fará sentido falar em deveres humanos que devem ser cumpridos escrupulosamente: o dever de agir, o dever de denunciar e o dever falar...

Sabemos, certamente, que não seremos nós a levar a paz ao Darfur, mas tenhamos a consciência de que pelo menos não foi por nós que a situação continuou. Tal como disse Madre Teresa de Calcutá, o que nós fazemos, é apenas uma gota no meio do oceano. Mas sem ela, o oceano seria menor. E se a cada gota se juntar mais uma, a paz voltará rapidamente para junto daqueles, que neste momento, sofrem no Darfur.


«Alguém escreveu:
“Na Alemanha, primeiro vieram buscar os comunistas, e eu não disse nada porque não era comunista. Depois vieram pelos judeus e eu não disse nada porque não era judeu. Depois vieram pelos sindicalistas, e eu não disse nada porque não era sindicalista. Depois vieram pelos católicos, e eu não disse nada porque era protestante. Depois vieram por mim, e nessa altura, já não havia ninguém para erguer a voz”»

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