sexta-feira, 8 de agosto de 2008

No dia da Cerimónia de Abertura dos JO


Pela real autonomia do povo tibetano.


Pela memória de todos que morreram por um ideal.


Pela liberdade de expressão negada a todos que associam a voz a esta causa.


NÃO ESQUEÇAM O TIBETE!



Acabei de participar num aperto de mão global que começou com o Dalai Lama em Londres e irá dar a volta ao mundo até chegar às Olimpíadas de Pequim. Este aperto de mão é mais do que um símbolo de amizade e confraternização, ele pede um compromisso pela paz e direitos humanos.

"Antes mesmo de começar, as Olimpíadas de Pequim já causaram muita polémica, principalmente por causa da situação do Tibete. Este é um momento que deveria celebrar a união dos povos, e o povo chinês merece essa oportunidade, porém o governo chinês ainda deixa muito a desejar no campo da política internacional. A China ainda não se abriu para um diálogo significativo com o Dalai Lama, nem mudou a sua atitude em relação à Birmânia (Myanmar), ao Darfur ou a outros assuntos importantes.

Os chineses mais radicais só estão piorando a situação, dizendo que o activismo nas Olimpíadas é antichinês e antiolímpico. Nós não podemos ficar calados, mas também não podemos deixar que os nossos esforços sejam usados como argumentos para nacionalistas preconceituosos. Por isso a nossa reacção é uma acção positiva, alinhada aos ensinamentos do Dalai Lama, que celebra o espírito olímpico, a união dos povos e a amizade: o aperto de mão.

O aperto de mãos global começou em Londres, onde milhares de pessoas formaram uma fila gigante para passar o aperto de mão do Dalai Lama até a Embaixada Chinesa. Com este aperto de mão, nós, cidadãos do mundo, aproximamo-nos uns dos outros passando o espírito Olímpico de amizade e excelência. Nós exigimos um compromisso sério dos nossos governos em defender a paz, a justiça e o respeito pela dignidade humana, principalmente nos lugares onde eles mais falharam como no Tibete, no Iraque, na Birmânia, entre outras partes do mundo. O diálogo diplomático é o melhor caminho, para a China e o mundo!


Adaptado do site da Avaaz, ONG na qual estou inscrito

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