Da esquerda para a direita em cima: Luís Verde, Prof. Nelson Pereira, Prof. Basílio Barbosa (Árbitro), Prof. Carlos Cunha, Carlos Alberto Videira, Prof. Liliana, Prof. João Cambão (GR), Tiago Brás (GR), João Pedro Fernandes, Daniel Pires, Filipe Leitão, Prof. Gil Fonte (Árbitro).quarta-feira, 29 de abril de 2009
Solidariedade junta Alunos e Professores em Jogo de Futebol
Da esquerda para a direita em cima: Luís Verde, Prof. Nelson Pereira, Prof. Basílio Barbosa (Árbitro), Prof. Carlos Cunha, Carlos Alberto Videira, Prof. Liliana, Prof. João Cambão (GR), Tiago Brás (GR), João Pedro Fernandes, Daniel Pires, Filipe Leitão, Prof. Gil Fonte (Árbitro).Da esquerda para a direita em baixo: Prof. Rui Pedro Caramez, Adriana Lopes, Maria Alexandra Verde, Prof. Liliana Silva, Prof. Daniel Dias.
O grupo de alunos do 12º F que tem trabalho na área dos Direitos Humanos, levou a cabo nesta quarta-feira mais uma iniciativa de solidariedade no decorrer da "Semana +": tratou-se de um jogo de futebol que reuniu Professores e Alunos do 12º F.
O jogo decorreu no Pavilhão Municipal de Vila Praia de Âncora pelas 13h30 e contou com a presença do Prof. Cerqueira Rodrigues, Presidente da Direcção Pedagógica da Cooperativa de Ensino Ancorensis, que em jeito de brincadeira, deu o pontapé de saída.
Perante umas bancadas relativamente compostas e muito animadas, os intervenientes no jogo proporcionaram um excelente momento de confraternização e de alegria, apesar de todas as críticas feitas ao trabalho dos árbitros (Prof. Gil Fonte e Prof. Basílio Barbosa) que apesar de tudo, também aderiram à festa.
No final, o resultado foi de 3-2 favorável à equipa dos alunos, que marcaram por intermédio de Carlos Alberto Videira (1) e Daniel Pires (2). A Prof. Liliana Silva e o Prof. Daniel Dias apontaram os tentos de honra da equipa dos professores.
Mas mais importante que o resultado foi, sem dúvida, o excelente ambiente vivido, apesar de alguns receios iniciais, em prol de uma causa nobre.
"Testemunhos porDarfur” pela esperança
Foto de FamíliaDa esquerda para a direita: Dr. Paulo Pereira, Vereador da Câmara Municipal de Caminha e Voluntário da Fundação AMI; Prof. Rui Pedro Caramez, Professor de Área de Projecto; Pe. Leonel Claro, Plataforma porDarfur e Missionário Comboniano; Carlos Alberto Videira; Tiago Brás; Luís Verde; Prof. Cerqueira Rodrigues, Presidente da Direcção Pedagógica da Cooperativa de Ensino Ancorensis; Adriana Lopes.
No âmbito da “Semana +” dinamizada pela Ancorensis, foi levada a cabo mais uma acção de sensibilização pelo Darfur na última quarta-feira, dia 28 de Abril, e que contou com a presença do Dr. Fernando Nobre, Presidente da Fundação AMI.
A iniciativa foi levada a cabo pelo mesmo grupo de jovens que no passado dia 28 de Fevereiro tinha realizado a Palestra “SOS Alerta Direitos Humanos” e que havia contado com a presença da Eurodeputada Ana Gomes.
Desta feita, foi a vez do Pe. Leonel Claro, Missionário Comboniano da Plataforma porDarfur e do Dr. Fernando Nobre, Presidente da AMI virem até Vila Praia de Âncora falar de uma realidade que conhecem muito bem.
A acção de sensibilização começou pelas 11h50 na Biblioteca da Ancorensis, Cooperativa de Ensino e dirigiu-se a vários alunos e professores do Ensino Secundário.
O Prof. Cerqueira Rodrigues, Presidente da Direcção Pedagógica da escola, foi o primeiro a usar da palavra para dar as boas vindas a todos os presentes, seguindo-se o Dr. Paulo Pereira, que saudando o grupo organizador, não escondeu a sua satisfação por lhe ter sido dada a oportunidade de conhecer pessoalmente o Dr. Fernando Nobre, visto que foi voluntário da AMI, tendo integrado uma missão a Cabo Verde em 2002 ao serviço da mesma.
Depois, foi a vez de Carlos Alberto Videira intervir em nome do grupo organizador, referindo que a questão do Darfur é uma causa muita querida ao mesmo e por isso farão tudo o que está ao seu alcance para sensibilizar toda a comunidade escolar e local para as consequências de um conflito que se arrasta há demasiado tempo.
Posteriormente, o Pe. Leonel Claro falou da sua experiencia de 10 anos como missionário no Chade, país que faz fronteira com o Darfur e tem inúmeras semelhanças com o mesmo. Depois falou do grupo Fé e Missão que esteve na génese da criação da Plataforma porDarfur, que pretende “semear a esperança” numa região que neste momento “parece não ter futuro”.
Por fim, o Dr. Fernando Nobre manifestou-se agradado por, pela primeira vez, estar no concelho de Caminha, terra de muitos dos seus antepassados, para depois falar de algumas das suas experiências que acumulou ao longo de 35 anos de trabalho humanitário durante os quais esteve em “mais de 150 países”, numa primeira fase ao serviço dos Médicos Sem Fronteiras, e depois na AMI.
Relativamente ao Darfur, o presidente e fundador da AMI, lembrou outros genocídios que a comunidade internacional ignorou e ignora apesar do slogan “Nunca Mais”, falando posteriormente das três ocasiões em que esteve na região (1981, 1983 e 2004). Fernando Nobre disse que infelizmente “o Ocidente perdeu toda a autoridade moral para acusar seja quem for” porque “tem um peso e duas medidas” quando os interesses económicos e petrolíferos assim o exigem, sendo que o facto do Presidente Bush ter sido dos primeiros a usar o termo genocídio para classificar aquilo que se estava a passar no Darfur “foi um desastre, pois ele era a última pessoa que o poderia fazer depois de invadir o Iraque” onde já morreram entre 300 mil a 1,2 milhões de pessoas.
Antes de terminar, Fernando Nobre apelou ainda aos jovens para que não se acomodem e para que sejam activos e participativos na construção de um mundo melhor.
A iniciativa foi levada a cabo pelo mesmo grupo de jovens que no passado dia 28 de Fevereiro tinha realizado a Palestra “SOS Alerta Direitos Humanos” e que havia contado com a presença da Eurodeputada Ana Gomes.
Desta feita, foi a vez do Pe. Leonel Claro, Missionário Comboniano da Plataforma porDarfur e do Dr. Fernando Nobre, Presidente da AMI virem até Vila Praia de Âncora falar de uma realidade que conhecem muito bem.
A acção de sensibilização começou pelas 11h50 na Biblioteca da Ancorensis, Cooperativa de Ensino e dirigiu-se a vários alunos e professores do Ensino Secundário.
O Prof. Cerqueira Rodrigues, Presidente da Direcção Pedagógica da escola, foi o primeiro a usar da palavra para dar as boas vindas a todos os presentes, seguindo-se o Dr. Paulo Pereira, que saudando o grupo organizador, não escondeu a sua satisfação por lhe ter sido dada a oportunidade de conhecer pessoalmente o Dr. Fernando Nobre, visto que foi voluntário da AMI, tendo integrado uma missão a Cabo Verde em 2002 ao serviço da mesma.
Depois, foi a vez de Carlos Alberto Videira intervir em nome do grupo organizador, referindo que a questão do Darfur é uma causa muita querida ao mesmo e por isso farão tudo o que está ao seu alcance para sensibilizar toda a comunidade escolar e local para as consequências de um conflito que se arrasta há demasiado tempo.
Posteriormente, o Pe. Leonel Claro falou da sua experiencia de 10 anos como missionário no Chade, país que faz fronteira com o Darfur e tem inúmeras semelhanças com o mesmo. Depois falou do grupo Fé e Missão que esteve na génese da criação da Plataforma porDarfur, que pretende “semear a esperança” numa região que neste momento “parece não ter futuro”.
Por fim, o Dr. Fernando Nobre manifestou-se agradado por, pela primeira vez, estar no concelho de Caminha, terra de muitos dos seus antepassados, para depois falar de algumas das suas experiências que acumulou ao longo de 35 anos de trabalho humanitário durante os quais esteve em “mais de 150 países”, numa primeira fase ao serviço dos Médicos Sem Fronteiras, e depois na AMI.
Relativamente ao Darfur, o presidente e fundador da AMI, lembrou outros genocídios que a comunidade internacional ignorou e ignora apesar do slogan “Nunca Mais”, falando posteriormente das três ocasiões em que esteve na região (1981, 1983 e 2004). Fernando Nobre disse que infelizmente “o Ocidente perdeu toda a autoridade moral para acusar seja quem for” porque “tem um peso e duas medidas” quando os interesses económicos e petrolíferos assim o exigem, sendo que o facto do Presidente Bush ter sido dos primeiros a usar o termo genocídio para classificar aquilo que se estava a passar no Darfur “foi um desastre, pois ele era a última pessoa que o poderia fazer depois de invadir o Iraque” onde já morreram entre 300 mil a 1,2 milhões de pessoas.
Antes de terminar, Fernando Nobre apelou ainda aos jovens para que não se acomodem e para que sejam activos e participativos na construção de um mundo melhor.
terça-feira, 28 de abril de 2009
"Testemunhos porDarfur" - Intervenção
Caro Pe. Leonel Claro;
Caro Dr. Fernando Nobre;
Caros Colegas;
Caros Professores;
Sejam todos muito bem vindos a esta Acção de Sensibilização acerca do drama humanitário do Darfur, onde desde 2003 assistimos a um número sem fim de violações dos Direitos Humanos e assassinatos em massa, perante a inércia e a indiferença da Comunidade Internacional.
Direitos Humanos: expressão tão citada, mas que permanece desconhecida para muitos; ideal tão básico, mas que ainda parece uma utopia em tantos casos.
Falo-vos em nome do grupo de jovens que leva a cabo esta iniciativa, e que não se resigna com tal facto. Falo-vos em nome de um grupo de jovens que não se resigna perante a ideia de que não existe uma solução para os problemas que afectam a Humanidade. Falo-vos em nome do grupo que acredita na possibilidade de contrapor à indiferença e à intolerância com a esperança, a alegria, a vontade de agir e a vontade de aprender.
Nós acreditamos, que através de gestos concretos, como este que hoje organizamos, é possível fazer do mundo um lugar mais habitável para todos.
Por mais pequeno que seja o nosso gesto, tal como diz o lema da Amnistia Internacional: “Mais vale acender uma vela, do que maldizer a escuridão!”
Nós acreditamos na importância dos Direitos Humanos.
A nossa era, aquela em que mais se valoriza os Direitos Humanos, corresponde à era de maior desenvolvimento da Humanidade. Não nos parece que estes factos estejam dissociados.
Porém, restam fracassos que põem esse mesmo desenvolvimento em risco e impedem um progresso maior.
E um dos maiores fracassos que deveria envergonhar profundamente o mundo inteiro é o genocídio que ocorre neste momento no Darfur, e que representou para nós “o despertar” para a problemática dos Direitos Humanos. Não descansaremos enquanto a paz não chegar ao Darfur.
Este conflito é a prova que pouco ou nada aprendemos com os erros do passado e com a História recente; este conflito é a prova que pouco ou nada aprendemos com o Holocausto, com a Bósnia ou com o Ruanda.
O desconhecimento e a suposta ignorância não podem continuar a servir como desculpa para a inércia da comunidade internacional.
No fundo, acreditamos também que estudamos História, para aprendermos a não nos matarmos uns aos outros e a respeitarmo-nos, independentemente das nossas diferenças, procurando sempre em primeiro lugar aquilo que nos une, e só depois aquilo que nos divide.
Escandaliza-nos que a palavra Darfur ainda soe desconhecida a tanta gente. Escandaliza-nos que a situação humanitária mais grave do século XXI seja uma das menos conhecidas dos cidadãos de todo o mundo, incluindo os portugueses.
O nosso desafio é que no final deste ano lectivo não haja ninguém que não tenha ouvido pelo menos uma vez a palavra Darfur e não saiba o que se está a passar naquela região do Sudão.
E já que há pouco falei em História, pensemos também na forma como, daqui a 50 anos, olharemos para os nossos dias e como seremos julgados pelos nossos filhos.
O mundo está perigoso!
Enfrentamos a crise económica mais grave desde 1929, deparamo-nos com alarmantes desequilíbrios ambientais, conflitos fratricidas sem uma solução à vista, níveis preocupantes de pobreza extrema e regimes ditatoriais que perduram apesar de todas as preocupações com o Direito Internacional.
Acrescentemos a tudo isto a limpeza étnica em curso no Darfur desde 2003 e pensemos nas pessoas que sofrem na pele dia após dia os horrores de um genocídio: os assassinatos em massa, as destruições de aldeias inteiras, as violações…
O tempo esgotou-se. Temos que tomar em mãos a tarefa de acabar com este genocídio se queremos obter um julgamento favorável por parte dos nossos filhos e dos nossos netos.
Por isso lutamos com as armas que estão ao nosso dispor: acreditamos no poder da divulgação contra o desconhecimento e a ignorância e no poder da acção perante a indiferença.
São estes os nossos Deveres Humanos.
Usar a nossa voz para que as pessoas conheçam as consequências de dramas com a dimensão do conflito do Darfur, para que não se ignore que milhões de seres humanos vivem em campos de refugiados dependentes de ajuda alimentar, para que se saiba que no Darfur há uma geração de crianças que ainda não sabe o que é a paz, para que se saiba que sempre que as mulheres vão em busca de água ou de lenha se deparam com a ameaça de ser violadas por uma milícia Janjaweed.
E depois passar à acção: todos nós podemos fazer algo pelo Darfur, seja pela assinatura de petições, seja pela doação de fundos ou pela colaboração com Organizações Não Governamentais, há muitas formas de intervir.
Estamos ainda no início deste século XXI.
Não podemos mudar o passado mas temos um longo caminho a percorrer, seja no que diz respeito ao Darfur, seja no que diz respeito a outras violações dos Direitos Humanos.
O futuro está nas nossas mãos e assumimos que queremos que este século seja diferente: não seremos objectos de destruição e violência, nem cúmplices dos que serão, defenderemos a paz e os Direitos Humanos pagando em pessoa se necessário. Não nos resignaremos a um mundo em que outros seres humanos morram de guerras, pobreza ou fome. Defenderemos a dignidade de todo e qualquer ser humano lutando com todas as nossas energias para fazer da Terra um planeta mais habitável para todos.
Esta não é uma aventura impossível!
Não é admissível que a Humanidade que envia instrumentos para outros planetas a fim de estudar as suas formações rochosas não tenha uma solução para estes problemas que hoje enunciamos.
É hora de redefinirmos as nossas prioridades! Não podemos continuar mais próximos de Marte que dos nossos semelhantes que sofrem seja no Darfur, seja noutro ponto qualquer do planeta.
Com a recente expulsão de várias organizações de ajuda humanitária do Darfur na sequência da acusação do TPI ao Presidente Omar Al-Bashir por crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, a situação é preocupante.
Caro Dr. Fernando Nobre;
Caros Colegas;
Caros Professores;
Sejam todos muito bem vindos a esta Acção de Sensibilização acerca do drama humanitário do Darfur, onde desde 2003 assistimos a um número sem fim de violações dos Direitos Humanos e assassinatos em massa, perante a inércia e a indiferença da Comunidade Internacional.
Direitos Humanos: expressão tão citada, mas que permanece desconhecida para muitos; ideal tão básico, mas que ainda parece uma utopia em tantos casos.
Falo-vos em nome do grupo de jovens que leva a cabo esta iniciativa, e que não se resigna com tal facto. Falo-vos em nome de um grupo de jovens que não se resigna perante a ideia de que não existe uma solução para os problemas que afectam a Humanidade. Falo-vos em nome do grupo que acredita na possibilidade de contrapor à indiferença e à intolerância com a esperança, a alegria, a vontade de agir e a vontade de aprender.
Nós acreditamos, que através de gestos concretos, como este que hoje organizamos, é possível fazer do mundo um lugar mais habitável para todos.
Por mais pequeno que seja o nosso gesto, tal como diz o lema da Amnistia Internacional: “Mais vale acender uma vela, do que maldizer a escuridão!”
Nós acreditamos na importância dos Direitos Humanos.
A nossa era, aquela em que mais se valoriza os Direitos Humanos, corresponde à era de maior desenvolvimento da Humanidade. Não nos parece que estes factos estejam dissociados.
Porém, restam fracassos que põem esse mesmo desenvolvimento em risco e impedem um progresso maior.
E um dos maiores fracassos que deveria envergonhar profundamente o mundo inteiro é o genocídio que ocorre neste momento no Darfur, e que representou para nós “o despertar” para a problemática dos Direitos Humanos. Não descansaremos enquanto a paz não chegar ao Darfur.
Este conflito é a prova que pouco ou nada aprendemos com os erros do passado e com a História recente; este conflito é a prova que pouco ou nada aprendemos com o Holocausto, com a Bósnia ou com o Ruanda.
O desconhecimento e a suposta ignorância não podem continuar a servir como desculpa para a inércia da comunidade internacional.
No fundo, acreditamos também que estudamos História, para aprendermos a não nos matarmos uns aos outros e a respeitarmo-nos, independentemente das nossas diferenças, procurando sempre em primeiro lugar aquilo que nos une, e só depois aquilo que nos divide.
Escandaliza-nos que a palavra Darfur ainda soe desconhecida a tanta gente. Escandaliza-nos que a situação humanitária mais grave do século XXI seja uma das menos conhecidas dos cidadãos de todo o mundo, incluindo os portugueses.
O nosso desafio é que no final deste ano lectivo não haja ninguém que não tenha ouvido pelo menos uma vez a palavra Darfur e não saiba o que se está a passar naquela região do Sudão.
E já que há pouco falei em História, pensemos também na forma como, daqui a 50 anos, olharemos para os nossos dias e como seremos julgados pelos nossos filhos.
O mundo está perigoso!
Enfrentamos a crise económica mais grave desde 1929, deparamo-nos com alarmantes desequilíbrios ambientais, conflitos fratricidas sem uma solução à vista, níveis preocupantes de pobreza extrema e regimes ditatoriais que perduram apesar de todas as preocupações com o Direito Internacional.
Acrescentemos a tudo isto a limpeza étnica em curso no Darfur desde 2003 e pensemos nas pessoas que sofrem na pele dia após dia os horrores de um genocídio: os assassinatos em massa, as destruições de aldeias inteiras, as violações…
O tempo esgotou-se. Temos que tomar em mãos a tarefa de acabar com este genocídio se queremos obter um julgamento favorável por parte dos nossos filhos e dos nossos netos.
Por isso lutamos com as armas que estão ao nosso dispor: acreditamos no poder da divulgação contra o desconhecimento e a ignorância e no poder da acção perante a indiferença.
São estes os nossos Deveres Humanos.
Usar a nossa voz para que as pessoas conheçam as consequências de dramas com a dimensão do conflito do Darfur, para que não se ignore que milhões de seres humanos vivem em campos de refugiados dependentes de ajuda alimentar, para que se saiba que no Darfur há uma geração de crianças que ainda não sabe o que é a paz, para que se saiba que sempre que as mulheres vão em busca de água ou de lenha se deparam com a ameaça de ser violadas por uma milícia Janjaweed.
E depois passar à acção: todos nós podemos fazer algo pelo Darfur, seja pela assinatura de petições, seja pela doação de fundos ou pela colaboração com Organizações Não Governamentais, há muitas formas de intervir.
Estamos ainda no início deste século XXI.
Não podemos mudar o passado mas temos um longo caminho a percorrer, seja no que diz respeito ao Darfur, seja no que diz respeito a outras violações dos Direitos Humanos.
O futuro está nas nossas mãos e assumimos que queremos que este século seja diferente: não seremos objectos de destruição e violência, nem cúmplices dos que serão, defenderemos a paz e os Direitos Humanos pagando em pessoa se necessário. Não nos resignaremos a um mundo em que outros seres humanos morram de guerras, pobreza ou fome. Defenderemos a dignidade de todo e qualquer ser humano lutando com todas as nossas energias para fazer da Terra um planeta mais habitável para todos.
Esta não é uma aventura impossível!
Não é admissível que a Humanidade que envia instrumentos para outros planetas a fim de estudar as suas formações rochosas não tenha uma solução para estes problemas que hoje enunciamos.
É hora de redefinirmos as nossas prioridades! Não podemos continuar mais próximos de Marte que dos nossos semelhantes que sofrem seja no Darfur, seja noutro ponto qualquer do planeta.
Com a recente expulsão de várias organizações de ajuda humanitária do Darfur na sequência da acusação do TPI ao Presidente Omar Al-Bashir por crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, a situação é preocupante.
Se, desse modo, a questão do Darfur é de difícil resolução?
Sim, é difícil. Não é caso para esconder a ninguém.
É difícil, mas felizmente temos ao nosso dispor toda a tecnologia e todos os recursos necessários para acabar com as violações dos Direitos Humanos nesta região do Globo.
Esta é uma tarefa que urge e que nos interpela.
Se tivermos a determinação a paz é possível e um Darfur livre será uma realidade.
Sim, é difícil. Não é caso para esconder a ninguém.
É difícil, mas felizmente temos ao nosso dispor toda a tecnologia e todos os recursos necessários para acabar com as violações dos Direitos Humanos nesta região do Globo.
Esta é uma tarefa que urge e que nos interpela.
Se tivermos a determinação a paz é possível e um Darfur livre será uma realidade.
Juntem-se a nós!
Muito obrigado a todos.
Muito obrigado a todos.
Carlos Alberto Videira
28 de Abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Carta a um professor
Há tempos publiquei neste blog alguns excertos de uma suposta carta que o grande presidente Abraham Lincoln entregou ao professor primário de um dos seus filhos. Por um acaso, encontrei hoje a versão completa dessa carta que aqui partilho convosco. A carta é de um conteúdo notável e orientador para pais, encarregados de educação, professores e formadores, porque de facto é na educação que se lançam as bases do futuro do nosso mundo. Não admira, que mesmo republicano, Lincoln seja uma das maiores referências do actual Presidente Obama.

"Caro Professor
Ele terá que aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando está triste, e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e também fé em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor. "
Abraham Lincoln, 16º Presidente dos EUA
domingo, 26 de abril de 2009
Darfur na Semana +
O conflito que assola o Darfur desde 2003, e cuja situação piorou desde que o Governo do Sudão anunciou a expulsão de 13 Organizações Não Governamentais na sequência da acusação do Tribunal Penal Internacional contra o Presidente do Sudão Omar Al-Bashir por crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, não será esquecido durante a "Semana +" que a Ancorensis, Cooperativa de Ensino vai dinamizar na semana de 27 a 30 de Abril.
O grupo do 12º F que já tem levado a cabo diversas iniciativas ao longo do ano irá promover as seguintes acções:
Dia 27 de Abril (Segunda-Feira)
Abertura da Exposição porDarfur na sala B20 pelas 14h30;
Dia 28 de Abril (Terça-Feira)
Venda de Produtos porDarfur na sala B20 pelas 8h20;
Exibição do documentário "Darfur: Chamamento à Consciência" na sala B20 pelas 10h10;
Acção de Sensibilização "Testemunhos porDarfur" com o Pe. Leonel Claro (Plataforma porDarfur) e o Dr. Fernando Nobre (Presidente da Fundação AMI) na Tenda 2 pelas 11h50;
Dia 29 de Abril (Quarta-Feira)
Jogo de Solidariedade porDarfur "Professores - Alunos 12º F" no Campo de Futebol pelas 13h20;
Dia 30 de Abril (Quinta-Feira)
Acção de Sensibilização "Gritos porDarfur" na Tenda 2 pelas 10h10;
PARTICIPA E DIVULGA: QUANDO O SILÊNCIO MATA, A TUA VOZ PODE SALVAR
sábado, 25 de abril de 2009
35 anos de Abril

Madrugada de 25 de Abril de 74, parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:
"Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui."
Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas da forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguíram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.
Hoje, 35 anos depois do Dia da Liberdade, decidi assinalar esta data tão importante, sem a qual muito provavelmente nem sequer estaria aqui a escrever, lembrando aquele que foi verdadeiramente o héroi daquele episódio de libertação sem derramamento de sangue: Capitão Fernando José Salgueiro Maia.
O homem que avançava de lenço branco perante as forças fieís ao regime. O homem que sujeito a situações de perigo e de tensão soube manter a calma e a serenidade. O homem que apenas queria ver um país livre da guerra e da opressão. O homem que recusou o poder e as luzes da ribalta, quando as merecia mais que ninguém, ao contrário de outros que depois enveredaram pela via do terrorismo para impor as suas ideias.
"É o mais puro símbolo da coragem e generosidade dos capitães de Abril." diz a RTP no site do seu programa "Grandes Portugueses". Apenas posso subscreber.
domingo, 12 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
A Paixão de Cristo

"Na verdade, ele tomou sobre si as nossas doenças,
carregou as nossas dores.
Nós o reputávamos como um leproso,
ferido por Deus e humilhado.
Mas foi ferido por causa dos nossos crimes,
esmagado por causa das nossas iniquidades.
O castigo que nos salva caiu sobre ele,
fomos curados pelas suas chagas.
Todos nós andávamos desgarrados
como ovelhas perdidas,
cada um seguindo o seu caminho.
Mas o SENHOR carregou sobre ele todos os nossos crimes.
Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca,
como um cordeiro que é levado ao matadouro,
ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador."
domingo, 5 de abril de 2009
DIa Mundial da Juventude

"Amados jovens, não vos contenteis com nada menos do que os mais altos ideiais! Não vos deixeis desanimar por aqueles que, desiludidos da vida, se tornaram surdos aos anseios mais profundos e autênticos do seu coração. Tendes razão para não vos resignardes com diversões insípidas, modas passageiras e projectos redutivos. Se mantiverdes com ardor os vossos anelos pelo Senhor, sabereis evitar a mediocridade e o conformismo, tão espalhados na nossa sociedade."
A humanidade tem uma urgente necessidade do testemunho de jovens livres e corajosos, que ousem caminhar contra a corrente e proclamar com vigor e entusiasmo a sua própria fé em Deus, Senhor e Salvador."
João Paulo II
quinta-feira, 2 de abril de 2009
João Paulo II - 4 anos depois
"Vim como mensageiro da verdade e da esperança, para vos trazer a Boa Nova e vos anunciar «o amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor». Só este amor pode iluminar a noite da solidão humana; só ele é capaz de confortar a esperança dos homens na busca da felicidade."*
Sou um apaixonado por História e, apesar de ter apenas 18 anos, sinto que já tive a oportunidade de viver muitos momentos que ficarão gravados na memória universal para o bem ou para o mal. São efemérides que me marcaram profundamente e que assinalo sempre neste blog: falo-vos do 11 de Setembro, do 11 de Março, da morte de João Paulo II e mais recentemente da eleição de Barack Obama como Presidente dos Estados Unidos da América.
E é por isso que hoje tenho que voltar aquele 2 de Abril de 2005 em que o velho papa polaco partia ao fim de 47 horas de serena agonia.
Aquando daqueles dias, João Paulo II já era para mim a personalidade que eu mais admirava, mas na altura, com 14 anos apenas, essa admiração prendia-se apenas com os momentos dos quais tinha tido a felicidade de ser contemporâneo, se assim podemos dizer.
Falo-vos sobretudo das recordações que remontam ao Jubileu do ano 2000: aquelas seis mãos que abriram a Porta Santa; o pedido de perdão pelos erros da Igreja naquele 12 de Março; a visita à Terra Santa e o novo pedido de perdão deixado no Muro das Lamentações; o encontro com os jovens em Tor Vergata, a visita a Fátima para a beatificações dos pastorinhos
Mas falo-vos também da sua forte oposição à Guerra do Iraque em 2003 quando gritou a todo o mundo: "Mai piú la guerra!".
Depois, inevitavelmente, toda a deteriorização progressiva da sua saúde e os sucessivos internamentos na Clinica Gemelli. Num mundo em que as imperfeições, a fragilidade, a doença e a velhice são escondidas, João Paulo II dizia presente, mente sã num corpo doente, fazendo jus às palavras do apostolo Paulo: "Quando sou fraco, então, é que sou forte".
E finalmente, os últimos dias... aquela sexta-feira santa em que o Papa assistia à Via-Sacra a partir da sua Capela Privada no Vaticano com a cruz entre as mãos trémulas; aquele 30 de Março, em que se apresentou ao mundo da janela do seu quarto, mas já sem aquela voz que havia gritado a todo o mundo a palavra de Deus; depois aquele 31 de Março, dia em que eu completava 14 anos, e que marcou o ínicio da sua agonia que terminou dois dias depois, quando o monsenhor Leonardo Sandri, anunciava perante os milhares de pessoas que se haviam deslocado espontaneamente até à Praça de São Pedro que "o nosso amadíssimo Papa João Paulo II tinha regressado à casa do Pai".
Foi aí que algo de imprivisível ocorreu: milhões de pessoas vindas dos quatro cantos planetas deslocaram-se até Roma para dizer um "adeus" e um "obrigado" aquele que reconheciam não só como um papa, mas também como um líder carismático, um amigo, um pai, um avó, e que esperariam filas de 9 horas para passar uns segundos à frente do corpo do velho papa; das elites veio um número sem fim de mensagens de condolências e ao funeral assistiram um número recorde de chefes de Estado e chefes religiosos.
Lembro-me então, dos balanços feitos naqueles dias a um pontificado de 27 anos que marcara história. Eram peças jornalísticas que enumeravam os recordes, calculavam quantas vezes havia percorrido a distância Terra-Lua, quantas vezes a volta ao mundo, quantos países havia visitado, quantas páginas tinha escrito, quantos fieis havia encontrado, todas "a primeira vez que"...
E só aí passei a conhecer melhor a grande história daquele pontífice, protagonista indiscutível da História do último quartel do século XX, cujo o seu carisma, os seus gestos e as suas palavras perduram ainda na memória de tantos.
A história de um homem vindo de um país longínquo, nascido a 30 km de Auschwitz. A história de um rapaz forte, que em pequeno queria ser actor, mas encontrou Deus na sua estrada, durante o tempo da guerra. A história de alguém que disse "sim" a Deus, quando o mesmo foi abolido pela lei por homens que em nome do povo, proibiam as procissões, espiavam a Igreja e prendiam os bispos.
E depois, já como sucessor de Pedro, a história das suas batalhas para repor o Evangelho no centro do mundo, para combater os regimes da Cortina de Ferro, para vencer a morte na Praça de S. Pedro, para partilhar a esperança com os homens de todas as religiões, para pedir perdão pelos erros da Igreja, para impedir a guerra que não pode nunca ser justa, para combater o ateísmo e a frágil religiosidade de um Ocidente aparentemente livre e para testemunhar o valor da vida na doença, no sofrimento e na dor...
Daí que, hoje, ao recordar aqueles dias, não estranhe que aquele sentimento de dor e pesar universal, se convertesse ao mesmo tempo em alegria e esperança, encarnados nas palmas, nas aclamações e nas canções, sobretudo dos jovens, a quem ele tanto se havia dirigido: no fundo, poucos duvidamos da grandeza do seu testemunho; poucos duvidamos que aquele que partia fosse, sobretudo, um santo...
* Aquando da visita a Cuba
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