terça-feira, 1 de julho de 2008

Fundamentalismos

Também na Igreja Católica há em meu entender alguns fundamentalismos perigosos... ou pelo menos ridiculos.

Li há dias uma noticia no Público onde constava que na inauguração de um campanário de uma Igreja qualquer na Sardenha, o primeiro ministro italiano, chegada a hora da comunhão se havia dirigido ao altar para comungar, sendo que o bispo que presidia à cerimónia o convidou gentilmente a sentar à luz da Doutrina da Igreja Católica.

Tal acontecimento suscitou algum debate tendo o papa Bento XVI vindo a público reforçar a proibição da comunhão aos divorciados dizendo que "só os puros" a podem receber.

Ao mesmo tempo o papa recebia por estes dias o Presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush, que ao que parece se irá converter ao catolicismo depois de sair da presidência, numa decisão idêntica à de Tony Blair.

Acho que a questão da comunhão deve responder à consciência pessoal, fruto da liberdade concedida por Deus a todos os homens. O divórcio não é quanto a mim um pecado mortal, mas muitas vezes um mal necessário fruto de muitos factores que não cabe a ninguém julgar.

Mas o que me custa verdadeiramente como católico, é ver a minha Igreja rejeitar a comunhão a divorciados como Berlusconi e outros desconhecidos, que vêm nesta solução muitas vezes a única saída para a felicidade quanto nem sequer Jesus Cristo condenou a mulher da Samaria a que pediu de beber e que já ia no sétimo esposo, para depois receber de braços abertos e com toda a pompa e circunstância homens como Tony Blair e George W. Bush que estiveram na origem da Guerra do Iraque, a que João Paulo II se opôs com todas as suas forças e autoridade. Poderão eles comungar? Serão eles puros?

Não me parece...

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