Li há dias uma noticia no Público onde constava que na inauguração de um campanário de uma Igreja qualquer na Sardenha, o primeiro ministro italiano, chegada a hora da comunhão se havia dirigido ao altar para comungar, sendo que o bispo que presidia à cerimónia o convidou gentilmente a sentar à luz da Doutrina da Igreja Católica.
Tal acontecimento suscitou algum debate tendo o papa Bento XVI vindo a público reforçar a proibição da comunhão aos divorciados dizendo que "só os puros" a podem receber.
Ao mesmo tempo o papa recebia por estes dias o Presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush, que ao que parece se irá converter ao catolicismo depois de sair da presidência, numa decisão idêntica à de Tony Blair.
Acho que a questão da comunhão deve responder à consciência pessoal, fruto da liberdade concedida por Deus a todos os homens. O divórcio não é quanto a mim um pecado mortal, mas muitas vezes um mal necessário fruto de muitos factores que não cabe a ninguém julgar.
Mas o que me custa verdadeiramente como católico, é ver a minha Igreja rejeitar a comunhão a divorciados como Berlusconi e outros desconhecidos, que vêm nesta solução muitas vezes a única saída para a felicidade quanto nem sequer Jesus Cristo condenou a mulher da Samaria a que pediu de beber e que já ia no sétimo esposo, para depois receber de braços abertos e com toda a pompa e circunstância homens como Tony Blair e George W. Bush que estiveram na origem da Guerra do Iraque, a que João Paulo II se opôs com todas as suas forças e autoridade. Poderão eles comungar? Serão eles puros?
Não me parece...





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