
Foi-se impondo também no Benfica, onde festejou o último título dos «encarnados», em Maio de 1994. Pouco depois saía, numa transferência que rendeu 1,2 milhões de contos aos cofres do clube, para rumar à Fiorentina. Numa carreira gerida sempre com o coração, permaneceu seis anos em Florença, num clube com ambições modestas, mas com o qual se identificou e se solidarizou.
Saiu em 2001, quando o clube entrou numa crise terrível, e assinou pelo Milan. Rui Costa estava finalmente num palco à altura do seu estatuto. Em Milão chegou ao topo no que diz respeito a títulos: venceu a Liga dos Campeões em 2003 e conquistou finalmente o scudetto que não conseguiu na equipa viola. No entanto, uma lesão grave marcou a estreia oficial pelos rossoneri e novos problemas físicos apareceram sempre que tentava recuperar. Em má forma, choveram as críticas. O golo não aparecia. Kaká, o novo fenómeno brasileiro, também surgia em cena, em 2003, para complicar a vida do português.
Figura de uma «Geração de Ouro»
Pelo meio, sempre a Selecção, onde foi protagonista de um grupo que colocou Portugal na rota dos grandes palcos. Primeiro a presença no Euro-96 - que garantiu com um golo seu do meio-campo à Irlanda -, onde a Selecção chegou aos quartos-de-final; depois a brilhante campanha até à meia-final do Campeonato da Europa de 2000. A seguir, a presença no primeiro Mundial para Portugal desde 1986, a viagem até à Coreia do Sul, onde a equipa saiu na primeira fase.
No Euro-2004, Rui Costa perdeu a titularidade depois da derrota na estreia, frente à Grécia. Antes de se confirmar que iria deixar de ser titular foi o próprio que abriu mão do seu lugar, defendendo que o importante era o grupo. No jogo seguinte, frente à Rússia, saiu do banco e marcou a dois minutos do final o golo que selou a vitória portuguesa. Nos quartos-de-final, perante a Inglaterra, voltou a entrar a meio e a fazer no prolongamento um grande golo, que merecia ter sido de ouro.
Rui Costa é ainda o terceiro jogador português mais internacional de sempre, com 93 jogos pela equipa das quinas, atrás apenas de Couto e Figo. É o quinto melhor marcador de todos os tempos, com 26 golos. Só Nuno Gomes, Figo, Eusébio e Pauleta têm mais.
No Verão de 2006, Rui Costa finalmente concretizou o que tanto se anunciou antes. Regressava ao Benfica, no dia em que o Milan, no seu site, resumiria numa única frase o carácter e o talento do 10: «Nas jogadas de Kaká, caro Rui, haverá sempre algo de ti.» Assumiu o desejo de ajudar, recuperou o número 10 e deixou a braçadeira para Simão. Uma grave lesão muscular afastou-o por muito tempo dos relvados, e não quis acabar assim, aceitando mais uma temporada. Uma boa temporada, que vai terminar já com 36 anos.





2 comentários:
Rui Costa ficará na história do SLB e no coração de todos os benfiquistas.
Os portugueses, seguramente que lhe reconhecerão a grandeza de carácter e de grande futebolista que sempre foi.
A nós benfiquistas enche-nos o peito de orgulho por ter-mos mais uma glória do futebol nacional.
Espero que lhe saibam dar a despedida que ele merece.
E que venha em boa hora, e que faça um excelente trabalho para devolver ao Benfica o lugar que lhe pertence.
Um abraço e um bom domingo
António
Um bom fim de semana meu caro amigo.
Um grande abraço de saudade para Vila Praia de Âncora.
António
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