No entanto, notou-se ainda algum medo. Perante um clube fragilizado como o Boavista, a descida de divisão pode ser tida como a sentença de morte de um clube que muito alto chegou mas que hoje é uma sombra daquilo que foi.
Para o Porto, uma decisão "feita": perante tal vantagem a retirada de 6 pontos nada altera. Talvez seja assim porque os regulamentos não o permitem. Mas para aqueles que durante estes anos dizeram que nunca nada de ilegal fora feito, a decisão de não recorrer é uma mancha sobre a honra do clube que dificilmente se apagará.
Para o Leiria, decisão idêntica...
Quanto a João Loureiro, Pino da Costa e João Bartolomeu, as sanções são decisões que em termos práticos nada alterarão: o primeiro afastou-se de livre vontade e os outros dois continuarão ao leme.
Em relação aos árbitros, Jacinto Paixão já tinha a vida estragada e Augusto Duarte é o grande lesado.
Enfim, à boa maneira portuguesa: foi apito final para os fragilizados (Boavista, Augusto Duarte...) e assobio para o lado para os poderosos do sistema de sempre (Porto, Pinto da Costa, João Loureiro, Valentim Loureiro...)
Tratou-se de uma medida meramente simbólica mas anunciada com toda a pompa e circunstância. Teve o seu valor.
A honra fica manchada nas conversas de café. Mas todos sabemos que honra não dá pontos ao que parece. E não é só nisto: segundo o Sindicato só Benfica e Porto, pagam a tempo e horas!
É triste, mas é verdade...





1 comentário:
Meu caro Carlos Alberto
Penso que este processo dos "apitos" ou dos assobios não deu em nada.
Senão vejamos. Se Pinto da Costa foi considerado culpado, é porque afinal sempre tentou a corrupção de equipas de arbitragem. Se o tentou alguém beneficiou dessa corrupção. Ao FCP tiram-lhe seis pontos, num campeonato onde ele tem 21 de avanço, portanto sem efeitos práticos.
A ele castigam-no durante dois anos, mas afinal parece que pode continuar por lá, só ficará é inibido de algumas coisas que fazia. (Será que mesmo assim deixará de as fazer?)
Ao Boavista, aplicam-lhe a descida de divisão, numa altura em que o clube está prestes a encerrar...
(estará?)
Ao União de Leiria aplicam-lhe um ano de suspensão ao Presidente, numa altura em que o Leiria vai descer de divisão. (qual o efeito disto?)
Aos árbitros acusados no processo, aplicam castigos a quem já não exercia, menos um que seria uma das suas últimas épocas enquanto árbitro.
Pergunto, o que é que estas sanções querem dizer? Afinal, que resultados práticos elas vieram trazer ao processo e à moralização do futebol português?
Depois, volto a questionar, qual foi a pessoa que depois de ter sido condenada por um tribunal, (desportivo bem sei, mas tribunal) lhe foi permitido tempo de antena para vir dizer mal do juíz? Quem? Conhecem alguém?
Ao Major Valentim Loureiro foi.
Ainda por cima, vi-o mais preocupado com a ideia de que o Presidente do Conselho de disciplina deu a noticia cheio de satisfação, do que verdadeiramente com aquilo de que é acusado.
Manda o bom senso que se espere pelos recursos e isso devemos fazer, mas afinal tudo isto foi para quê?
Aguardemos e logo se verá o resultado final de todo este processo.
É que nem o exemplo italiano serviu para se perceber que a moralização não se conquista com medidas sem efeito prático.
Se não era para castigar com as consequências normais para quem cometeu o que não devia, então que condenassem ninguém.
Um abraço e peço-lhe desculpa mas o meu amigo é que puxou o tema.
António
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