De facto tem estado dificil de vir cá actualizar isto, devido aos trabalhos múltiplos que tenho tido para fazer: ele é a escola, ele é o basquetebol onde sou respectivamente delegado de turma e capitão de equipa. Ele é a iniciativa Parlamento Jovem. Ele é a Campanha porDarfur. Ele é os trabalhos da paróquia na Quaresma. Ele é tudo e mais alguma coisa. Não me posso queixar, porque a nada disto fui obrigado. Fui eu que me propus para melhor poder servir os outros, que no fundo é a grande razão de viver, na minha perspectiva.
Na minha opinião uma vida só vale a pena se for vivida a pensar nos outros, tentando fazer o pequeno mundo que nos rodeia, que é o mundo dos nossos amigos, da nossa familia, da nossa comunidade. De facto, é bastante gratificante poder ouvir um obrigado. É bastante gratificante saber que fizemos algo para melhorar um bocadinho a vida dos outros. Porque de nada serve ser feliz, se a nossa felicidade não puder ser compartilhada por aqueles com quem partilhamos a nossa vida.
É assim que eu espero fazer a minha vida: estendendo a mão. Sabendo que uma palavra ou uma boa acção no momento certo pode ajudar muito. Sabendo também que sempre que nos dedicamos aos outros, deixamos de parte o nosso eu: passamos a ser menos egoístas, partilhamos experiências, tomamos como nossos os problemas dos outros e compreendemos melhor o ser humano em si. E é por isso que eu começei desde já, sabendo que daí não vem nada. Mesmo que tenha que fazer alguns sacríficios, é gratificante e como cristão que sou é uma obrigação. E podem crer que um grande sacrificio foi este de ficar tantos dias afastado do meu querido blog. Sem dar as minhas ideias sobre os problemas em Timor, a educação, a independência do Kosovo. Também não será agora que o vou fazer: o que já foi dito, foi muito bem dito e no momento certo.
Na verdade os acontecimentos também não têm fugido muito à mesma história de sempre, sobretudo no nosso país. Infelizmente, porque temos um país onde o Primeiro Ministro é mau, mas a oposição é ainda pior. Por isso em nada me surpreende a sondagem de ontem da Universidade Católica para o JN/RTP/ANTENA 1.
As legislativas de 2009, são provavelmente as primeiras em que irei exercer o meu direito de voto. Muito sinceramente talvez seja um voto em branco. Tudo dependerá muito das listas apresentadas do circulo eleitoral do distrito (Viana do Castelo). Se o PS de Sócrates tem avançado com um autoritarismo e uma arrogância que apenas lhe fica mal, para além das gaffes hilariantes da incompetência dos ministros. Temos hoje um país mais pobre, mais desigual, menos solidário e um governo que apenas trabalha para as estatisticas e que é incapaz de ouvir aqueles que estão a ser alvo de reformas incompreensiveis.
Surge a pergunta: quem fará melhor? Será Luís Filipe Menezes, que não tem um discurso capaz nem uma única proposta séria e credivel para tirar o país do caos onde está. Não me parece. E ao nível dos pequenos partidos? Será o voto no CDS que Portas tomou de assalto e até tem feito uma boa oposição, mas que é incapaz de ter uma imagem credivel depois da passagem pelo último governo de coligação, um bom voto? Será o PCP capaz de se libertar do discurso que usa há 34 anos sem mudança de forma nem conteúdo? Será o BE capaz de deixar de ser um partido utópico, adaptando-se à realidade do país e da Europa? E os votos em pequenos partidos? Talvez o voto PNR fosse bom para assustar os nossos politicos para a fraca qualidade de democracia que tem o nosso país, tal como aconteceu com Le Pen em França? E o PND, o novo partido "dos feirantes e dos ciganos" segundo o seu líder?
No fundo, tudo isto traduz a falta de confiança que hoje temos nos partidos, devido à fraca credibilidade das suas principais caras, à sua retórica, às sucessivas acusações pessoais que fazem uns aos outros e que retira a atenção dos problemas do país: dois milhões de pobres, inflação, subida de 50% do preço do pão... Devido também à incapacidade dos politicos de lutar pelos interesses do país em detrimento dos interesses de cada partido. Partido esses que continuam endividados tal como vi numa reportagem do Jornal de Notícias, devido aos grandes banquetes dos comicios ou aos brindes e cartazes de tempo de eleições que em parte pagamos.
Começei este post a falar de servir os outros. Quem governa está lá por vontade do povo, para o representar, prestar contas, compreender os problemas do país ouvindo todos os que têm algo a dizer. Ministro vem do latim "ministru" e é "o que serve, ou que ajuda" ou mesmo "o escravo". Todavia, esta humilde palavra veio a designar, na linguagem política, uma função elevada: Ministro da Economia, Ministro da Cultura, etc. Ministro significa então servo: servo do Estado, servo do povo, servo da sociedade. O Chefe do Governo é então, o primeiro de entre todos os servidores.
E infelizmente, não vejo hoje, com a excepção de um ou outro, politicos com esta capacidade: a de servir. É pena...





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