Imagem retirada do blog Corta-Fitasquinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Ao rubro
Imagem retirada do blog Corta-FitasNunca umas primárias nos Estados Unidos da América geraram tanta excitação. De facto, é bom sinal para o país e para o mundo, visto que quase todos os grandes temas têm sido tratados um a um.
Mesmo no Partido Republicano, que não tem sido tão badalado, quem diria que John McCain estaria à frente tão confortavelmente ou que Rudy Giuliani estaria de fora tão cedo? E Huckabee, quem diria que ganharia 6 Estados até esta altura? Tudo isto mostra que até os republicanos estão fartos de Bush (do pai, mas muito especialmente do filho, que tem feito borrada atrás de borrada) e para isso escolhem um dos seus maiores adversários dentro do partido. E esta é uma das maiores derrotas de Bush, mesmo que ele não esteja obviamente na campanha. E talvez seja Giuliani quem saiu mais desfavorecido por isto. Saiu cedo demais devido às suas posições liberais e ao facto da sua vida ter sido muito exposta mas, e apesar de ter dado o apoio a John McCain nesta fase, ele está ligado a Bush pelo 11 de Setembro.
John McCain terá aqui então, aos 71 anos um grande e ultimo desafio, assegurada a vitória após a desistência de Romney. Unir o Partido, que nem gosta muito dele à sua volta e recuperar o prestigio do mesmo junto do eleitorado independente. Será também interessante ver, se Obama ganhar as primárias democratas, um duelo de gerações entre um homem de 71 anos e um de 46.
E já que falo no Partido Democrata, estas estão a ser umas primárias de grande emoção. Não sei, se seria democrata ou republicano se vivesse nos EUA, mas nestas eleições a existência de um afro-americano de apenas 46 anos empolga-me cada vez mais. O seu discurso de unidade e mudança é muito oportuno, pois é disso mesmo que o país precisa. Aliás nota-se que se tem discutido muito quem vota em quem: quem consegue os votos das mulheres, da Igreja, dos jovens, dos idosos, dos afro-americanos, dos hispânicos. Isso mostra que os EUA ainda é um país onde a diferença às vezes é entrave E sem fazer valer o facto de ser negro, Obama quer ser efectivamente o presidente de todos os americanos e isso é talvez a mudança mais significativa que pode obter e que leva a que um sem numero de figuras dêem a cara por ele desde Oprah Winfrey a George Clooney, passando por Stevie Wonder.
Do outro lado está Hillary Clinton, depois de John Edwards ter abandonado a corrida devido aos poucos fundos obtidos. Ora arrogante, ora chorona vai levando a água ao seu moinho e até é provavel que ganhe esta batalha, sendo possivel que Obama seja seu vice, o que não seria vergonha nenhuma visto ele ser ainda bastante jovem, e Hillary estar a preparar o seu regresso à White House desde 2001. Se ganhar será interessante ver qual será o papel de Bill, que se tem demonstrado muito agressivo com Obama. Talvez funcione como um diplomata para questões internacionais. Será também interessante ver nascer uma nova luta entre familias: os Bush e os Kennedy. Se Bill sucedeu a Bush pai, Hillary sucederia a Bush filho. Mas se Hillary perder? Como é que o Partido se vai unir para lutar contra os republicanos?
Apesar de tudo já estar decisivo nos republicanos, faltando apenas ver quem será o vice de McCain e que posição puderá assumir Huckabee na nova administração, nos democratas a luta está ao rubro. Se Hillary representa o regresso a um passado próximo de boas memórias e a emanicpação feminina, Obama representa uma lavagem total que à muito o país precisa e a representação da vasta comunidade afro-americana.
Fica a pergunta mais ansiada dos últimos tempos: quem será o novo inquilino da White House dia 1 de Janeiro de 2009?
Como diria João Pinto: "Prognósticos, só no fim do jogo!"
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)





1 comentário:
Sou pelo Obama ! já o tinha ouvido falar antes da campanha e fiqei a pensar pq não tentava a presidência, e pumba ! cá está ele ! ouviu-me xD qualquer coisa me faz acreditar nele .
Enviar um comentário