terça-feira, 18 de dezembro de 2007

FIFA Wold Player: Craque de Biblia levou a melhor sobre o nosso menino


"Kaká, campeão da Europa e do Mundo, com o Milan, foi eleito melhor jogador de 2007 pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). O internacional brasileiro já tinha ganho a Bola de Ouro este ano e sucede, agora, a Fabio Cannavaro como melhor do Mundo. O argentino Lionel Messi (Barcelona) ficou em segundo lugar e o português Cristiano Ronaldo (Manchester United) em terceiro."


Para nosso desgosto, ainda não foi desta que Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo. Oportunidades não lhe faltarão certamente, se tudo correr bem, mas fica um certo sabor amargo depois da votação ter revelado que Lionel Messi ficou à sua frente, pois a luta seria à priori entre Ronaldo e Kaká. E isso sim foi uma injustiça, no dia em que precisamente se celebravam 6 anos da conquista do mesmo prémio por parte de Luís Figo, o que puderia ser um bom presságio. Não foi, embora o resultado não seja nada humilhante, antes pelo contrário.

Kaká é um jogador feito: fino, elegante, maduro e inteligente. Quase um jogador perfeito. Já Cristiano Ronaldo é uma estrela em ascenção que deu o salto para as grandes exibições o ano passado: explosivo e com grande sentido de oportunidade não tem ainda a maturidade que o faça ser mais cerebral, factor que aumentaria o seu rendimento. Já Messi, seria certamente o elo mais fraco deste trio de luxo. Tudo porque este ano deu-lhe projecção pelas suas obras de arte mas foi muito oscilante com algumas lesões e outros momentos mais apagados. Ou seja, é um jogador muito irregular, mas com 20 anos e numa equipa que não se apresentou ao seu melhor nivel desfalcada do talento de Ronaldinho e Deco, não se pediria muito mais.

Para o ano há mais, mas esperamos certamente outro desfecho. Em português, mas sem sotaque. No entanto, e apesar de em futebol o termo justiça ser muito subjectivo, o certo é que Kaka ganhou bem. E apesar de não ter sido seu fã nos seus primeiros tempos em Milão (talvez por ser o concorrente directo de Rui Costa ao lugar de número 10), aprendi a gostar deste jogador, não só pela sua maneira de jogar simples (ou que pelo menos aparenta ser) que passei a admirar e muito perspicaz com golos de todas as distâncias de belo efeito e controlo de bola segurissimo, mas também pela sua maneira de estar no futebol. Este "craque de Biblia" prima pela humildade, pela modestia, pela alegria que imprime em campo mas também pela personalidade que mostra naquilo que acredita, sobretudo na religião o que de certa forma é fonte de inspiração para todos nós que professamos uma religião, mesmo que uma vez ou outra o próprio Kaka caia no exagero. Apesar de ele ser evangélico e eu católico unem-nos coisas mais importantes: a Biblia e Jesus Cristo.

Assim é no Brasil. Na gala que assisti onde os grandes vencedores eram os brasileiros, pelo menos três que me lembre invocaram a protecção divina (Pelé, Marta e Kaka). Ora isto não quererá dizer alguma coisa?

Acho que sim. Apesar de achar que Deus não entra directamente no futebol, porque há sempre dois lados, um tão válido como o outro, é interessante verificar até onde vai a sua intervenção, visto que muitos dos intervenientes no jogo manifestam a sua fé na esperança de conseguirem sucessos. Penso que é simples: cada um que use os "talentos" que tem e trabalhe. O resto virá em função do trabalho que fazemos. Como em tudo na vida.



Mas o que interessa é que ganhou o melhor com justiça. Resta desejar os parabéns e esperar um novo ano futebolistico com muitas obras de arte e muito fair play.

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