Luís Figo deixou o futebol de alto nível.
Com ele sai de cena definitivamente a tal Geração de Ouro do futebol português que eu aprendi a admirar e a respeitar por toda a sua qualidade técnica, mas também pelo comportamento que sempre evidenciou dentro e fora das quatro linhas e que permitiu mudar o panorama nacional tornando o jogador português mais respeitado e a selecção nacional numa presença habitual e temida nas principais provas internacionais.
E essa geração tinha precisamente em Luís Figo o seu maior expoente, ele que foi com Zidane, o melhor jogador do mundo do seu tempo. Se não foi o melhor, foi pelo menos o mais completo.
Numa era em que a maioria dos futebolistas europeus de topo são adorados como deuses, pagos como reis e vivem sob os holofotes da fama, Luís Figo foi um exemplo para todos.
É reconfortante olhar para as suas origens humildes e ver naquilo em que se tornou ao custo de muito talento, mas também de trabalho árduo. Dono de um currículo invejável e profissional inigualável, símbolo de uma geração e de uma forma de estar no futebol, ora com a bola nos pés, ora no balneário da selecção nacional.
Sai de cena. A juntar mais um título ao recheado palmarés, como se de um imperador se tratasse. A nós portugueses resta-nos agradecer-lhe por tão bem nos ter sabido representar, tendo-se tornado num símbolo de Portugal além fronteiras. Fica também a imagem de um líder por quem ainda suspiramos, de quem soube transportar a bandeira para perto dos adeptos e uni-los à sua selecção.
Em mim, que me ensinas-te a gostar de futebol e sempre foste o meu modelo no desporto, deixas um vazio e a recordação de um homem correcto e humanista, para além de jogador fora do comum e líder dentro e fora das quatro linhas. Pelo teu legado mostras-te que não é desgraça ter nascido português.
Parabéns!





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