
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
A nossa crise financeira

Há dias o Primeiro Ministro, José Sócrates, apresentava-se muito confiante para 2009. Claro que o Primeiro Ministro tem que transmitir a Portugal alguma esperança, mas não pode esconder as evidências.
Se a queda do preço do petróleo e das taxas de juro até podem ter algum efeito positivo, o esforço que esta crise está a exigir fará com que o défice aumente e que no futuro seja reduzido através de nova subida de impostos.
O Governo deve e pode sacrificar o défice desde que depois da crise financeira passar, não volte a pedir aos portugueses para apertar o cinto nem volte a aumentar os impostos de modo a reduzi-lo. Se isso acontecesse, os últimos anos de esforço cairíam em saco roto.
Entretanto, Sócrates apresentou algumas medidas muito positivas mas que só ajudarão os portugueses se ao mesmo tempo o Estado fiscalizar se o apoio que concedeu à Banca está a ser direccionado para as Empresas e as Famílias de modo a que haja um reforço do consumo interno.
Foi necessário por liberalismo na gaveta para o salvar. Tudo porque ele não permitiu a fiscalização e regulação do Estado a quem depois teve que recorrer. O Estado disse presente e deve agora exigir contrapartidas concretas: apoio direccionado a sectores específicos da Economia e regulação e fiscalização permanente!
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