quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

28 anos depois...

Francisco Sá Carneiro morreu há 28 anos e continua hoje mais presente do que nunca no imaginário colectivo português pela obra e legado que deixou a um Portugal em profundas transformações. Ainda hoje num partido tão fragmentado como o PSD, é o único capaz de gerar a concórdia.

Portugal era depois da Revolução de 1974 e de acordo com a Constituição de 1976 uma sociedade a caminho do Socialismo. Mas era-o, não pela convicção natural das pessoas, mas sim pelo poder que a Ala Esquerda e em especial o Partido Comunista Português tinham no rumo dos acontecimentos que se verificavam na altura e que não fosse o 25 de Novembro e a acção de homens como Diogo Freitas do Amaral, Francisco Sá Carneiro e Mário Soares, teriam tornado Portugal em mais um satélite da URSS.

Sá Carneiro não o aceitaria. Já havia lutado contra uma ditadura totalitária e não concebia que uma nova podesse voltar a oprimir o povo português. Lutou por um Portugal não socialista, democrático e europeu, opondo-se tanto ao fascismo como ao comunismo, procurando mudar o sistema por dentro, pacíficamente, sem revoluções, mas usando o reformismo como forma de dar a Portugal um futuro mais risonho recheado de paz, prosperidade e justiça social.

Não esqueço também o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, que igualmente perdeu a vida naquele fatídico dia. Um verdadeiro personalista!

Vidas que tanto nos deram e muito mais nos poderiam ter dado, não fosse o destino ou qualquer outra coisa, que infelizmente nunca chegaremos a saber...

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