
Lembro perfeitamente do dia 11 de Setembro de 2001: estava eu a ver o Jornal das 13h na TVI, quando a terminar o apresentador (salvo erro Julio Magalhães) dá uma noticia de ultima hora. Um avião de passageiros havia embatido numa das Torres Gémeas do World Trade Center em Nova Iorque. Suspeitava-se de acidente. Depois outro avião embatia na outra torre e outro aviao ainda, no Pentagono.
Com 10 anos na altura, estava profundamente irritado por não dar outra coisa na TV ou no rádio. Só passado alguns dias percebi o que tinha acontecido naquele dia: a 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos da América haviam sofrido o maior ataque terrorista de sempre. As explosões e consequentes incêndios provocaram graves danos nos arranha-céus que desabaram num curto espaço de tempo. A colisão provocou uma forte explosão e uma parte considerável do edifício ficou danificada.
Cerca de 3000 pessoas tinham morrido num ataque de terror, por uma causa que não lhes dizia absolutamente nada; por uma causa que não era a deles e que lhes custou a vida e deixou filhos orfãos, mulheres viuvas, amigos tristes e pais inconsulaveis na angustia de terem perdido alguém querido sem culpa. Com eles foi certamente um pouco de nós. As pessoas a atirarem-se dos andares abaixo para não morrerem queimadas são a verdadeira imagem do desespero daquelas pessoas.
Onde antes havia certeza, segurança e confiança passou a haver incerteza, insegurança e medo. Este dia afectou todo o Mundo. Uns mais que outros certamente. Quase toda a gente que se lembra daquele dia sabe com quem estava, onde estava e o que passava na televisão. O que viamos era terrivelmente assustador. Uma nova forma de guerra tinha atingido o seu auge: sem aviso prévio, utilizando as novas tecnologias, à hora de ponta e em directo para que todo o mundo pudesse ver o poder que eles tinham sobre nós. A dor foi universal e não tinha país. Era a Humanidade e não uma nação como se fez crer, que tinha sido afectada.
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