"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original" - Albert Einstein (Ulm, 14 de Março de 1879 — Princeton, 18 de Abril de 1955)
Sim, talvez seja pelo facto do mau exemplo vir de cima, que o país está como está! Mas a culpa pela situação do país não é só dos políticos. É de todos! Dos tal 10 milhões de portugueses, com raríssimas excepções. Não vale a pena andarmos a lançar acusações, porque todos temos telhados de vidro.
Não podemos continuar a pensar, que nós, os portugueses, somos todos muito bons e o problema está nos políticos. Está em nós, que nem quando temos a oportunidade de escolher e mudar e somos chamados a fazê-lo, preferimos ficar em casa, tal como mostram os elevados níveis de abstenção. Se não há alternativas credíveis quem pensa assim, que avance por si próprio.
Para que o país ande para a frente de uma vez por todas é essencial que todos assumam as suas responsabilidades, ao contrário de apontar sempre o dedo aos outros. E para que isso aconteça, o exemplo tem que vir de cima.
E assim, pode ser que alguma coisa começe a mudar...
1 comentário:
vanrel
disse...
Olá! há muito tempo que não visitava o teu blog e hoje lembrei-m de o ver. Notei uma evolução na tua escrita e na forma como expressas as tuas opinioes (forma muito boa por sinal!).
O quarto poder é um quarto Com vista sobre a cidade que já não o é Sobre as ruas que já o foram Sobre as casas que deixaram de o ser
O quarto poder é um pai E um filho tornado órfão por uma bala certeira Errada no alvo Errada na hora Errada no tempo, que faz do lugar a morada última, de um quotidiano que se estende
O quarto poder é um fogo Ingrato nos modos Ousado na fuga Intenso na cor Injusto nas vítimas
O quarto poder é um mar Um oceano de raiva Um elemento à deriva Uma ausência de razão Um lamento inconsolável Um ímpeto de sobrevivência
O quarto poder é um voto Um desejo dobrado em quatro A esperança feita num oito Promessas, palavras vãs Ínvios caminhos, passos perdidos Leis e normas e regras E o melhor dos países E os oásis e os pântanos E a pose a pensar na posse No quero, no tudo, no mando
O quarto poder é um piano As teclas, o prolongamento do tacto A pauta, a serenidade literária A mão, silhueta temerária E a mente, suavemente brilhante Tem na partitura, o efeito E na causa cheia, o aplauso
O quarto poder é um golo Um passe em profundidade Um drible, um truque, um remate Uma falta como se pecado fosse Um alento, um país, uma forma de vitória A outra forma da derrota
O quarto poder é um acto As horas que dele decorrem As vidas que nele se perdem As incertezas do dia e a inevitabilidade da noite
O quarto poder é um arbítrio Um acaso disfarçado Um fogo-fátuo do nada De tudo, a fatalidade De todos, a provação De muitos, a privação De quem a responsabilidade?
O quarto poder é pergunta E resposta E mais pergunta E tese, e antítese, e síntese E os dias que hão-de vir A nobreza do dever A missão de não esconder De mostrar, de saber, de fazer saber De saber fazer, olhar, explicar
O quarto poder é um quarto Um quarto revisitado Um pai que é baleado Um fogo inacabado Um mar, assim, tresloucado Um voto, mais uma vez escrutinado Um piano a ser tocado Um golo que é celebrado Um acto premeditado Um arbítrio incontrolado Uma pergunta no estrado
1 comentário:
Olá!
há muito tempo que não visitava o teu blog e hoje lembrei-m de o ver. Notei uma evolução na tua escrita e na forma como expressas as tuas opinioes (forma muito boa por sinal!).
Espero k continues, desejo-te muitas felicidades!
Enviar um comentário