Sudão
Grupo rebelde do Darfur assina acordo para a paz
17.02.2009 - 09h32 Agências
O mais activo dos grupos rebeldes no Darfur concordou em assinar uma tentativa de acordo de tréguas com as autoridades sudanesas. A iniciativa aumenta as expectativas de um pacto de paz na região.
A acta de boas intenções foi acolhida formalmente pelas duas partes, o Movimento para a Justiça e a Igualdade (JEM), e o Governo de Cartum, no Qatar, e prevê o fim dos ataques aos campos de refugiados, onde estão mais de dois milhões de pessoas, bem como uma troca de prisioneiros, disseram diplomatas citados pela Reuters. No entanto, um outro grupo de que depende o fim real das hostilidades recusou juntar-se.
O acordo foi anunciado pelo primeiro-ministro do emirado, Hamad bin Jassim al-Thani, cujo país mediou as conversações entre os dois lados desde quinta-feira. “Houve grandes progressos”, disse o chefe de Governo. As negociações vão continuar.
Parece que a acusação feita pelo Procurador do Tribunal Penal Internacional, Luís Moreno Ocampo, ao Presidente do Sudão, Omar Al Bashir, de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio no Darfur, começa a surtir efeitos. Se no ínicio assistimos a algum aumento da violência sobre os civís, os últimos meses mostram, que apesar da situação continuar extremamente grave, há alguma esperança que haja uma solução para o conflito que desde há demasiado tempo atinge esta região: em Novembro houve o anúncio de um cessar fogo, apesar de não cumprido, e hoje foi assinado o acordo de intenções de paz entre Governo e um dos Movimentos Rebeldes.
É certo que a duração do conflito e outros acordos que falharam, fazem com que haja algum cepticismo relativamente aos possíveis progressos de hoje. Mas este dia constitui uma nova oportunidade, uma nova janela que se abre. Faço um apelo aos intervenientes neste processo, à ONU, à Comunidade Internacional e à Sociedade Cívil: não a deixem fechar...





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